Mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicam que ele manteve contato ao longo de todo o dia 17 de novembro de 2025 com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), poucas horas antes de ser preso pela Polícia Federal ao tentar deixar o país durante o cumprimento da primeira fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
Os registros obtidos pela investigação mostram que o empresário fazia uma espécie de prestação de contas ao magistrado sobre as negociações para tentar salvar o Banco Master enquanto acompanhava o avanço das investigações contra ele.
De acordo com uma apuração do jornal O Globo divulgada nesta sexta (6) a partir de mensagens obtidas pela jornalista Malu Gaspar e também publicadas, as conversas ocorreram entre 7h19 e 20h48, pouco antes da abordagem policial no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
Vorcaro relatou a Moraes como seria a suposta negociação do Banco Master a um grupo de investidores árabes através da Fictor Holding, que, recentemente, pediu recuperação judicial decorrente de prejuízos de imagem por envolvimento com o banco.
Magno Malta e Girão pedem prisão máxima para Vorcaro
Os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) enviaram um ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pedindo a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro e de seu cunhado, Fabiano Zettel, para uma penitenciária de segurança máxima.
"A preservação da integridade física dos investigados torna-se questão de interesse público e de proteção da própria instrução criminal, uma vez que qualquer atentado contra suas vidas poderá comprometer a completa elucidação dos fatos e a responsabilização de todos os envolvidos", argumentam os parlamentares.
Dino suspende quebra de sigilo de Lulinha
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu a quebra dos sigilos fiscal e financeiro de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT) conhecido como Lulinha, aprovada pela CPMI do INSS. Na decisão, o ministro entendeu que é irregular a votação em bloco da quebra dos sigilos.
"Assim como um Tribunal não pode quebrar sigilos bancários de empresas e cidadãos com decisões 'em globo' e simbólicas (em uma espécie de “olhômetro”), um órgão parlamentar não pode fazê-lo. Dizendo de outro modo, a simetria - neste caso - há de prevalecer de modo quase total", argumentou Dino.
A determinação, na verdade, atinge um conjunto de seis pedidos de anulação apresentados pelos atingidos pela votação conjunta, considerada fraudulenta pela bancada governista.
Confira às 13h30, pelo canal do YouTube da Gazeta do Povo, estes outros destaques desta sexta-feira (06) no Sem Rodeios.



