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Sem Rodeios

Moraes exposto: Master teria feito serviços atribuídos a escritório Barci

Documentos internos do Banco Master revelam inconsistências relevantes na elaboração de políticas sensíveis, como prevenção à lavagem de dinheiro, compliance e investimentos pessoais. Apesar de o escritório Barci de Moraes, ligado à mulher do ministro Alexandre de Moraes, constar como responsável por revisar ou produzir esses materiais, metadados indicam que os arquivos foram criados ou assinados por funcionários do próprio banco — incluindo uma ex-executiva que já não integrava a instituição à época. Há ainda registros de documentos elaborados por outros escritórios sem vínculo com a banca da família Moraes, embora constassem no escopo contratado. Questionados, os citados não responderam. O caso levanta suspeitas de possível pagamento por serviços que teriam sido, ao menos em parte, executados internamente, ampliando a controvérsia sobre a relação entre o banco e o escritório.

Investigações apontaram que escritório da família do ministro recebeu valores até 645 vezes superiores aos pagos a outros advogados por serviços semelhantes de revisão de compliance para o Banco Master, em um contrato que previa até R$ 129 milhões.

Delação de Vorcaro ameaça atingir os Três Poderes

A Polícia Federal deixou claro ao banqueiro Daniel Vorcaro que ele não poderá omitir informações nem proteger envolvidos em sua negociação de delação premiada, sob risco de perder os benefícios do acordo. Já em fase inicial de depoimentos, o dono do Banco Master começou a colaborar com os investigadores e a organizar um conjunto robusto de provas e anexos sobre um esquema bilionário de fraudes, estimado em cerca de R$ 50 bilhões. A apuração pode atingir políticos, integrantes do Judiciário e agentes do sistema financeiro, ampliando a pressão sobre Brasília e elevando o potencial explosivo das investigações — que, nos bastidores, já são tratadas como capazes de atingir os três Poderes.

Alvos do Caso Master foram avisados antes de buscas

A Polícia Federal identificou uma sequência de indícios de vazamento de informações sigilosas durante as operações de busca e apreensão no caso Banco Master, após agentes encontrarem alvos ausentes, imóveis revirados e até tentativas de retirada de bens antes da chegada das equipes, sugerindo que investigados foram previamente alertados; episódios como advogados já à espera, casas esvaziadas e desaparecimento de objetos reforçaram a suspeita de obstrução das investigações, elevando a preocupação dos investigadores com possíveis interferências no andamento de um dos maiores escândalos financeiros do país.

Moraes manda cobrar multa bilionária de caminhoneiros

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a execução de multas aplicadas a caminhoneiros e empresas que participaram dos bloqueios de rodovias após as eleições de 2022, quando houve protestos contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva; as penalidades, que podem somar cerca de R$ 7 bilhões, foram calculadas com base em valores que chegavam a R$ 100 mil por hora de interdição e agora serão cobradas pela Justiça Federal nos estados, conforme decisão que transfere a fase de execução para a primeira instância e mantém o entendimento de que houve descumprimento de ordens judiciais.

Acompanhe o Sem Rodeios às 13h30 no canal do YouTube da Gazeta do Povo.

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