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Fábio Luís, o Lulinha, esteve na China ao lado de Luiz Rubini, membro do Conselhão de Lula, durante uma viagem oficial do presidente Lula, integrando a comitiva empresarial que acompanhou o governo. O encontro ganhou repercussão após Rubini se tornar alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro. A defesa de Lulinha afirma que não há relação comercial entre eles e nega qualquer irregularidade.
Rubini foi indicado ao Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável em 2025, enquanto a investigação aponta indícios de crimes envolvendo instituições como Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra. A ação também atingiu o atual CEO da Fictor, Rafael Góis, com apreensão de celular, e ocorre em meio à crise financeira do grupo, que pediu recuperação judicial após tentar comprar o Banco Master; o governo ainda não se manifestou sobre o caso.
Fictor e Comando Vermelho usavam a mesma estrutura
A Polícia Federal identificou que o grupo empresarial Fictor e integrantes do Comando Vermelho utilizavam a mesma estrutura financeira para lavar dinheiro e aplicar fraudes contra bancos, segundo investigação revelada pela operação Fallax. O esquema envolvia empresas de fachada, uso de “laranjas”, manipulação contábil e até participação de funcionários de instituições financeiras para liberar crédito com base em dados falsos. De acordo com a PF, o modelo permitiu movimentar valores que podem ultrapassar R$ 500 milhões, além de ocultar recursos do crime organizado e causar prejuízos milionários a bancos.
TCU aponta falhas na gestão Lula que favorecem CV e PCC
Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas na execução do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras durante o governo Lula, com baixa aplicação de recursos e ações insuficientes entre 2024 e 2025. O relatório aponta que essas fragilidades facilitam a entrada de drogas, armas e contrabando no país, fortalecendo facções criminosas e ampliando riscos à segurança pública e ao controle das fronteiras.
Cunhado de Vorcaro pode fechar delação
A mudança na defesa de Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Daniel Vorcaro, abriu caminho para uma possível delação premiada no caso Banco Master. Investigado por movimentações financeiras consideradas incompatíveis com sua renda e por atuar em favor do banqueiro, Zettel pode colaborar com a Polícia Federal e revelar detalhes do esquema, o que aumentaria a pressão sobre outros envolvidos e ampliaria o alcance das investigações.
O Sem Rodeio vai ao ar às 13h30 pelo canal do YouTube da Gazeta do Povo.


