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Sem Rodeios

Prisão de Maduro vira dor de cabeça para Lula e ameaça 2026

A operação dos EUA que resultou na captura de Nicolás Maduro é vista como um revés diplomático para o presidente Lula, que imediatamente passou a defendê-lo – mesmo com o histórico de autoritarismo e violações de direitos humanos do regime chavista. O episódio pode influenciar negativamente o cenário eleitoral de 2026, fortalecendo a polarização: a direita enaltece o confronto contra o chavismo e se alinha a Washington, enquanto Lula busca capitalizar um discurso nacionalista e crítico à intervenção americana. O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, investiu na crítica direta à posição do Planalto e explorou o histórico de afinidades petistas com o chavismo. Especialistas apontam que o efeito eleitoral do episódio dependerá da capacidade de Lula em equilibrar seu discurso: condenar a intervenção americana sem alienar a opinião pública que apoia a queda de Maduro.

Lula liga para Delcy Rodríguez após prisão de maduro

Lula ligou para Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, na manhã de sábado (3), logo após a operação militar dos EUA que prendeu Nicolás Maduro e Cilia Flores em Caracas. Delcy, reconhecida como presidente interina pelo Tribunal Supremo venezuelano e pelo governo brasileiro, confirmou os fatos ao presidente brasileiro. O Palácio do Planalto informou que Lula classificou a ação como uma “afronta gravíssima à soberania” da Venezuela e considerou a intervenção americana inaceitável. O país também condenou a ação no Conselho de Segurança da ONU, reafirmando que “os fins não justificam os meios”.

Banco Central rastreia fraude de R$ 11,5 bilhões entre Master, BRB e Reag

O Banco Central identificou um desvio de aproximadamente R$ 11,5 bilhões do Banco Master, entre julho de 2023 e julho de 2024, por meio de empréstimos fictícios e operações inflacionadas com fundos da gestora Reag DTVM. Parte desse dinheiro fluiu de volta ao Master e ao Banco de Brasília (BRB), por via de aportes feitos por “laranjas” utilizando instrumentos híbridos de capital e dívida, conforme comprovaram as investigações do BC encaminhadas ao Ministério Público em novembro de 2025. O BC determinou o congelamento dos recursos suspeitos para evitar que a demora na medida prejudicasse a recuperação dos ativos e reforçar a proteção do FGC. As operações envolviam empréstimos de até R$ 500 milhões e ativos supervalorizados, incluindo papéis sem lastro no mercado, cuja venda gerou lucros ocultos operados via fundos da Reag e intermediários.

Defesa de Filipe Martins nega acesso ao LinkedIn

A defesa de Filipe Martins, ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro, afirmou ao STF que ele não utiliza nem acessou o LinkedIn desde fevereiro de 2024, quando teve prisão preventiva decretada, e que qualquer acesso à conta na plataforma ocorreu exclusivamente por seus advogados, para fins de preservação de dados e instrução da defesa. Os advogados argumentaram que essa prática não configura violação das medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, que proíbem publicações, mas não o acesso técnico para coleta de informações relevantes ao processo.

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