O senador Sergio Moro (União -PR) defendeu na CPMI do INSS a quebra de sigilo fiscal do presidente Lula e de seu filho Fábio Luís, o Lulinha, além da convocação dos dois para depor. A medida foi sugerida após suspeitas de ligações entre Lulinha e o lobista Antônio Carlos Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado por possíveis pagamentos e influência no órgão. Lulinha nega irregularidades, enquanto Lula afirma ter cobrado explicações do filho; a base governista tem resistido ao avanço dessas investigações na comissão.
Homenagem no Carnaval pode deixar Lula inelegível
A homenagem ao presidente Lula por uma escola de samba no Carnaval de 2026 gerou debate jurídico e político sobre possível uso indevido de recursos públicos e propaganda eleitoral antecipada. Há questionamentos sobre repasses federais ao setor e se a associação da imagem do presidente ao desfile poderia configurar promoção política em ano eleitoral. Órgãos de controle e parlamentares pedem análise do caso.
Especialistas apontam ainda que decisões anteriores da Justiça Eleitoral — como a inelegibilidade de Jair Bolsonaro por uso político de eventos públicos — podem servir de precedente para discussões semelhantes envolvendo Lula. Até o momento, porém, não existe processo aberto contra o presidente, e o debate segue no campo jurídico e político.
CPI do INSS quer mutirão para acelerar depoimentos
O relator da CPI mista do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL), quer realizar um “mutirão” de oitivas para acelerar os depoimentos e evitar atraso nas investigações, cujo prazo inicial termina em março. Convocados têm faltado às sessões usando habeas corpus ou atestados médicos — já são ao menos 15 decisões desse tipo — o que tem prejudicado o andamento dos trabalhos. A reta final da CPI deve focar principalmente nos contratos de empréstimo consignado ligados ao INSS, enquanto há discussão sobre possível prorrogação dos trabalhos no Congresso.
Gilmar Mendes será relator de ação sobre “orçamento paralelo” de Lula
O ministro do STF Gilmar Mendes foi sorteado relator de uma ação apresentada pelo PL que questiona a existência de um “orçamento paralelo” no governo Lula. O partido pede que o Supremo reconheça que exceções às metas e regras fiscais violariam a Constituição e solicita liminar para barrar esses mecanismos, alegando risco de aumento de gastos públicos fora do cálculo fiscal, especialmente com a proximidade do ciclo eleitoral de 2026. A ação também propõe que o STF monitore despesas federais caso identifique irregularidades.
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