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Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram, na noite desta segunda-feira (8), o encerramento da greve que estava em vigor desde 14 de abril. A decisão foi tomada por maioria durante uma assembleia geral. Foram 323 votos para acabar com a greve e 255 para manter a mobilização.
A paralisação não será encerrada imediatamente, pois cada faculdade ainda deve decidir sobre o tema em assembleias próprias. Os alunos defendem o aumento do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe).
Na semana passada, o reitor da USP, Aluisio Segurado, afirmou ao Estadão que 19 faculdades ainda mantinham algum nível de paralisação, enquanto outras 24 já retomaram suas atividades.
No final de maio, os professores da universidade também entraram em greve por reajuste salarial. Em nota divulgada nesta tarde, a Associação de Docentes da USP (Adusp) informou que a mobilização foi suspensa e que as demandas serão discutidas nesta quarta (10).
“A suspensão da greve não significa desmobilização nem renúncia às pautas que motivaram o movimento. Seguiremos defendendo a recomposição do poder de compra de nossos salários, a reposição dos claros docentes e o fortalecimento da permanência estudantil”, disse a entidade.
A greve se tornou uma das maiores mobilizações estudantis da última década na universidade, atingindo as 43 unidades da instituição. Durante o período, parte significativa da USP retomou o funcionamento normal, incluindo as faculdades de Direito e Medicina, a Escola Politécnica e campi localizados no interior paulista.
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Em relação ao reajuste do Papfe, destinado a alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, os estudantes defendiam que o benefício fosse equiparado ao salário mínimo paulista, de R$ 1.874, mas posteriormente reduziram a proposta para R$ 1.096 mensais. Durante as negociações, a reitoria apresentou uma proposta de aumento do auxílio de R$ 885 para R$ 912, valor correspondente à recomposição da inflação acumulada desde 2022.
Embora a recomendação pelo fim da greve tenha sido aprovada, uma nova manifestação está marcada para esta quarta-feira (10) na Praça da República, na região central da capital paulista, reunindo estudantes e professores da USP, Unesp e Unicamp.
O ato ocorrerá no local onde são realizadas reuniões do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Os participantes pretendem apresentar demandas das universidades estaduais e acompanhar o andamento das negociações envolvendo as três instituições.









