
Em meio a uma epidemia de dengue, Paranaguá agora tem outra preocupação: o zika vírus. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) na última terça-feira (16), a cidade registrou dois casos autóctones da doença e a prefeitura da cidade informou que outros três casos aguardam resultado de testes. O material está sendo analisado no Laboratório Central do Estado (Lacen). Em todo o Paraná, já são 48 casos de zika, 9 deles com transmissão local e 15 importados. A origem de outros 24 casos seguem em investigação.
Confira a cobertura completa sobre o Aedes aegypti e as doenças ocasionadas pelo mosquito
A prefeitura não informou o perfil nem a região onde moram os dois pacientes com diagnóstico de zika. O vírus é transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o Aedes aegypti. No ano passado, Paranaguá se declarou infestada pelo mosquito, que também transmite a febre chikungunya.
Inicialmente considerado uma forma branda de dengue, o zika gerou alerta mundial após o surto de microcefalia no Brasil possivelmente relacionado à doença. A infecção também estaria relacionada à Síndrome de Guillain-Barré, que ataca o sistema nervoso central.
Em nota, a prefeitura de Paranaguá afirmou que “haverá uma intensificação conjunta (governos municipal e estadual) para determinar se há registros de infecção em gestantes, bem como procedência desses possíveis pacientes e monitoramento dos casos por equipes de saúde”. A medida segue protocolo do Ministério da Saúde, que ampliou o monitoramento dos casos de zika em gestantes depois que se notou o surto de microcefalia.
Números da dengue apresentam descompasso em Paranaguá
O boletim divulgado pela Sesa e os dados obtidos em um laboratório particular mostram que ainda há descompasso nas notificações de dengue em Paranaguá. A cidade tem o maior número de casos da doença no Paraná, com 1.224 resultados positivos desde agosto de 2015, segundo a secretaria. O laboratório Clinilab diz ter diagnosticado 1.200 casos de dengue só nos últimos 30 dias. “Estamos fazendo entre 140 e 200 testes por dia”, conta Luiz Carlos Barchik, responsável pelo laboratório.
Paranaguá tem quatro laboratórios particulares que realizam o exame da dengue, dois deles, Pasteur e Madre Tereza de Calcutá, não quiseram divulgar o número de exames já realizados, mas informaram que a procura permanece alta. Já o laboratório Frischmann Aisergart disse que realizou 260 exames em Paranaguá, destes, 74 deram positivo, mas o registro dos casos é feito pela central do laboratório, que fica em Curitiba.
No mês passado, a Sesa admitiu que o método de notificação faz com que os casos sejam registrados pelo estado depois de uma semana ou mais. O órgão também disse que as prefeituras devem fazer a atualização diária de casos notificados para evitar o risco de subnotificação, mas que por causa da epidemia isso pode se tornar inviável.
Prefeitura realiza 350 hemogramas por dia
Além dos laboratórios particulares, o município oferece os exames para diagnóstico de dengue. O resultado dos testes, de acordo com a gravidade dos sintomas apresentados pelos pacientes, podem demorar entre 24 horas e 30 dias para ficarem prontos. O site da prefeitura mostra que 350 hemogramas estão sendo realizados todos os dias “visando apurar quadro clínico específico de cada paciente, apurando, por exemplo, o número de plaquetas”, cita o texto. Os hemogramas são feitos depois da confirmação da doença para avaliar se há risco de piora no quadro clínico dos pacientes.
Colaborou: Caroline Olinda.

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Poça de água parada é criadouro perfeito para o Aedes aegypti

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Aqui, detalhe da imagem que mostra possíveis mosquitos transmissores da dengue, zika e febre chikungunya

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Flagra de enorme poça de água parada em Paranaguá

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Na cidade litorânea, Secretaria de Saúde e Exército se uniram para combater o mosquito

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Funcionários da Secretaria de Saúde de Paranaguá e membros do Exército vasculham terreno à procura de possíveis focos de dengue

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Objetos que podem acumular água são recolhidos

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Casas da cidade também estão sendo fiscalizadas, numa verdadeira guerra contra o mosquito

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Garrafas vazias podem acumular água e, consequentemente, transformar-se em criadouros do Aedes aegypti

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Junto de membros do Exército, funcionários da Secretaria de Saúde de Paranaguá procuram por possíveis focos do mosquito transmissor da dengue em casa da cidade

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Quintais podem conter diversos objetos que acumulam água

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Adesivos indicam as casas pelas quais a equipe do combate à dengue já passou

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A cidade litorânea já registrou mais de 1.200 casos de dengue desde agosto de 2015



