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A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) deve avaliar nos próximos dias se a denominação declara que o movimento cristão dos Legendários é compatível ou não com sua doutrina. O tema é pauta da reunião do Supremo Concílio que será realizada a partir do dia 26 de julho, em Manaus.
De acordo com o reverendo Juarez Marcondes Filho, pastor da Igreja Presbiteriana de Curitiba, em princípio a IPB tende a não recomendar a participação de seus membros no movimento. “Toda a ênfase na masculinidade dos homens cristãos a Igreja já oferece por meio de sua vivência normal. Já alguns aspectos que lembram uma certa ‘lavagem cerebral’ não fazem parte da dinâmica da Igreja Presbiteriana”, explica.
O reverendo esclarece que a avaliação que será feita a respeito do movimento diz respeito à influência dele dentro da Igreja Presbiteriana, e não é propriamente um juízo de valor em relação ao Legendários. “Somente depois da discussão e aprovação na reunião do Supremo Concílio é que teremos uma palavra definitiva”, afirma. O Supremo Concílio é a assembleia geral da IPB e última instância para deliberar sobre questões específicas da denominação.
Movimento já ultrapassou os 200 mil participantes
O Legendários foi fundado na Guatemala, em 2015, pelo pastor Chepe Putzu. O movimento propõe aos homens dias de intenso crescimento espiritual, com momentos de oração e pregações sobre a identidade masculina à luz da Bíblia, realizados em locais afastados, geralmente montanhas. Durante a experiência, os participantes percorrem trilhas, dormem em barracas e precisam lidar com desconfortos físicos.
Atualmente, de acordo com números divulgados em seu site oficial, já são 210.209 legendários em todo o mundo, com 215 sedes. Em 2025, conforme noticiado pela Gazeta do Povo, o Brasil era o país com o maior número de homens que passaram por uma das pistas (como são chamadas as trilhas). Além do retiro, os Legendários costumam participar de uma série de ações humanitárias dando apoio a comunidades atingidas por desastres ambientais, por exemplo.
Também em 2025, o movimento se tornou ainda mais conhecido em todo o país após a participação de brasileiros famosos em algumas edições. A maior exposição trouxe diversas críticas ao grupo.




