Publicidade
Alexandre Garcia

Alexandre Garcia

Eleições

O Brasil pede SOS, e cabe a nós resgatá-lo nas urnas

supersalários teto constitucional funcionalismo reformas
Praça dos Três Poderes e Esplanada dos Ministérios, em Brasília. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Ouça este conteúdo

Nunca uma véspera de eleição acumulou tantas tragédias institucionais e morais como agora. Parece que o Destino está testando o brasileiro. Nascemos em berço esplêndido, dádiva da natureza, e cabe-nos perguntar se merecemos. Agora parece ser o teste. Acumulam-se desvios morais, legais e institucionais. Estaremos à altura de resolvê-los com as nossas decisões, nossas escolhas nas urnas? Começou com o Supremo e terminou com o Supremo. Foi quando o STF frustrou a esperança de que a Lava Jato iria representar o fim da impunidade e o início de uma era de moralidade, legalidade, impessoalidade, publicidade e eficiência, princípios estabelecidos no artigo 37 da Constituição. Mas Edson Fachin e o Supremo de Gilmar Mendes e Dias Toffoli acabaram com o sonho. Hoje acumulam-se os frutos podres daquela atitude, a poucos dias da oportunidade de mudar ou continuar.

Três pessoas que não estão no Supremo são atores importantes desta tragédia. O dono do Master, Daniel Vorcaro, que comprou os venais; a lobista Roberta Luchsinger, que manipulou e envolveu o poder no cruel furto de R$ 6,2 bilhões de 4 milhões de idosos da Previdência; e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que não cumpriu com o dever de agir quando ministros do Supremo saíram da Constituição. Junte todos os ligados a esses três e descubra que os três poderes foram atingidos, em especial o Judiciário. Um dos ministros do Supremo, Kassio Nunes Marques, ou “KN”, é presidente da Justiça Eleitoral e está acuado por relações com o Master. Enquanto isso, o povo espera que cada voto seja devidamente contado; que cada recurso no TSE seja decidido com isenção. É como estar em uma loja de cristais cheia de macacos excitados.

WhatsApp: entre no grupo e receba as colunas do Alexandre Garcia

Na reta final para as urnas, são muitas as incertezas. O Supremo é incerto; o TSE está incerto; o sistema tributário do ano que vem é incerto; com o desequilíbrio fiscal, o valor da moeda é incerto; com a altíssima dívida pública, os juros são incertos; o futuro é incerto. Tomara que a contagem de votos seja certa. O presidente Lula está nervoso com a possibilidade de uma virada. A reeleição era certa, mas ficou incerta. Está cometendo erros que não cometia. Agora, brigou com as bets – brigou com um lobby fortíssimo, e com clubes de futebol e suas torcidas; arrisca-se a ser enquadrado em crime eleitoral prometendo canetas emagrecedoras e ajustando em 15% o Bolsa Família que não está no orçamento, a ser pago entre o primeiro e o segundo turno. Brigou com a Igreja Católica, recomendando fim do celibato e padre mulher – era a religião onde tinha votos. Está confuso, tem trocado Marisa por Janja e vice-versa.

Está tudo frouxo, gelatinoso, pastoso. A crise é claramente moral, de falta de vergonha e falta de caráter. Já não há Forças Armadas como última esperança da nacionalidade. O Supremo fez um mal enorme ao anular a redentora Lava Jato; não avaliou o significado do que fez. Até hoje Deltan Dallagnol está sendo punido. Até hoje a cabeleireira Débora é punida pelo batom que reproduziu a frase de Barroso – mas o mal que Barroso fez, politizando o Supremo, é indelével, ao contrário do batom. A solução está na escolha entre continuar ou mudar. Para mudar, as armas estão na eleição de senadores e do presidente da República. Para continuar também. Tudo depende da nossa capacidade de discernir entre o bem e o mal.

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.