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Mesmo que tenha passado despercebido, ontem, dia 15, foi o Dia Nacional do Homem. Data atualmente tida como politicamente incorreta, celebrar o masculino passou a ser sinônimo de opressão e violência, em vez de lembrar o verdadeiro papel de proteção e cuidado que é ínsito à figura do homem.
O movimento feminista, que desconstrói identidades e subverte toda a lógica, vem, a passos largos, promovendo a diminuição do papel do homem, querendo transformá-lo em um ser amorfo e apático, afastando homens e meninos das características que lhes são inatas: prover, proteger e amar sacrificialmente sua família, dando-lhe segurança e estabilidade.
Destinado a promover um ódio irascível à figura do homem, o feminismo ensina que as relações entre homem e mulher devem ser baseadas em uma eterna competição, bem longe da complementaridade que, virtuosamente, deve ser a regra a reger o relacionamento entre os dois sexos. Meninas são ensinadas a sempre desconfiar, e meninos são orientados a não cumprir seus papéis, gerando confusão e desordem nas mentes, que resultam, ao fim e ao cabo, numa fuga de responsabilidades.
A exemplo disso, eximindo-se de qualquer responsabilidade por seus atos, sob um falso pretexto libertário, o feminismo prega que matar filhos é uma forma de independência, algo que seria desejável para que a mulher se afirme como tal.
A propaganda é a de que abortar torná-las-ia “livres”, “empoderadas”, “donas de si mesmas” e de “seus corpos”. Estimula-se a prática da maior covardia que existe — matar o ser humano em seu estágio mais indefeso — e ainda julgam que isso seria um ato de extrema coragem e valentia.
Mas, como é óbvio, não passa de uma fuga de responsabilidades. Gerar e cuidar de uma vida que é resultado de nossos atos livres e conscientes deveria ser visto como uma simples e necessária consequência do uso de nossa liberdade. Entretanto, comprometer-se com alguém parece ser inaceitável para essas pessoas que vivem voltadas para o próprio umbigo, cujo ego não encontra espaço que o comporte neste mundo.
Lamentavelmente, pessoas de diferentes níveis sociais têm se deixado levar por esses clichês feministas, mas homens (e — logicamente — também as mulheres!) de boa vontade não podem se esquivar de seus papéis.
E aqui é que entra a questão da pensão alimentícia referida no título da coluna.
Embora não pareça, há certa similitude entre o aborto e deixar de prover as necessidades daqueles que estão sob nossa responsabilidade. Um pai que abandona materialmente seu descendente iguala-se à loucura abortista das feministas, pois, em seu coração, ele já matou seu próprio filho.
Por outro lado, de modo diametralmente oposto, homens que sabem de suas responsabilidades não precisam ser compelidos, por uma decisão ou acordo judicial, ao pagamento de uma quantia àqueles que são seus.
A virtude de reconhecer voluntariamente suas obrigações perante seus filhos é algo natural e ínsito à natureza do ser homem
Assim, digamos não à pensão alimentícia, mas não da forma como faz o egoísmo feminista de matar ou deixar morrer aqueles que nos foram entregues. Digamos não à pensão alimentícia através do cumprimento voluntário do dever paterno, cumprindo seu papel de proteção e cuidado, sem que seja necessária qualquer imposição externa.
Que os homens cumpram seu dever sacrificial com os seus para que possamos louvar e dar graças à figura masculina, reconhecendo a igualdade de direitos e a riqueza da diversidade natural do homem e da mulher.
Feliz Dia Nacional do Homem.

Defensor Público Federal atuante no movimento pró-vida, integrante da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, associado-fundador e membro da diretoria da Associação de Juristas Católicos de Brasília, autor de artigos científicos e acadêmicos na área de defesa dos nascituros. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



