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Você quer um país vestido de vermelho? As suas bandeiras quais são? A da Palestina, inevitavelmente associada a um grupo terrorista? A do Irã dos aiatolás? A da UNE, organização de “estudantes profissionais” ligada ao Partido Comunista? A bandeira do Brasil com o globo terrestre substituído por uma foice e um martelo em azul? Bandeiras anarquistas das mais variadas, incluindo uma com o desenho de um fuzil soviético AK-47? Você não vê problema em queimar bandeiras dos Estados Unidos, a maior democracia do mundo, um país ligado desde a sua origem à defesa das liberdades?
Você acha mesmo que não há problema em hostilizar quem não tem a mesma opinião que você? Xingar, agredir, intimidar, encurralar... Você não reparou que, sem debate, sem ponto e contraponto, argumento e contra-argumento, estaríamos condenados à desgraça eterna, talvez à extinção? O que o faz ser tão intolerante? O que o faz se sentir assim, como se fosse o dono da verdade, quando não passa de um inconsequente, um imaturo, um irresponsável? Quem disse a você que o melhor é desprezar o “tempo que já vivemos”, as experiências feitas ao longo de tantos séculos?
Vocês não admitem divergências e não se acanham de defender a eliminação do que é contrário a vocês. Isso não é antifascismo, é fascismo puro
De peito aberto, mas com o rosto coberto, você acha que está numa luta? Não, você está numa briga insana. A sua arruaça não produz nada além de mais destruição. O que está no seu caminho é vandalizado, depredado, emporcalhado. Olhe-se no espelho. A sua revolução não nos trouxe nada de bom, e nunca trará. Pare e pense: você é apenas inocente? Você é massa de manobra? Pois seu mundinho não presta para nada, é infecto, é nojento. E será sempre assim, se você não se transmutar, se não entender que democracia não tem nada a ver com esse mar de lama em que estamos.
Repare bem no que você está metido... Não é antifascismo, é fascismo puro. Sua turma raivosa se organiza dessa forma. Vocês adoram o Estado, seguindo a máxima de Mussolini: “tudo pelo, para e no Estado”. A estrutura e o comportamento de vocês são absolutamente fascistas. Vocês não abrem mão de incorporar atos criminosos violentos às suas “ações políticas”. Não admitem divergências e não se acanham de defender a eliminação do que é contrário a vocês.
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Faça um esforço descomunal e tente ser sincero... Você realmente não se acha autoritário, totalitário, extremista, nacionalista? Que democracia é possível, se você e sua turma defendem a subordinação absoluta do indivíduo ao poder estatal, se o que querem é uma sociedade homogênea, sem pluralismo político e autonomia civil? A sua ordem é a desordem... Pedras, cacos, escombros. O que você vê de ruim nos outros está entranhado em você, nos seus métodos selvagens e covardes. Você, fascista que se diz antifascista, está entregue às mentiras mais cruéis. Por favor, desperte e liberte-se.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

Luís Ernesto Lacombe é jornalista há 38 anos. Trabalhou nas principais emissoras de televisão do Brasil. Recebeu o Troféu Imprensa e, por duas vezes, o Prêmio Comunique-se. Hoje, produz conteúdos diários para suas redes sociais, que reúnem quase 10 milhões de pessoas. É autor best-seller, com cinco livros publicados, de gêneros variados: poesia, literatura infantil, romance e crônica. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



