i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?

Smart Cities

Foto de perfil de Smart Cities
Ver perfil

Ideias e soluções que constroem cidades mais inteligentes e um mundo melhor para todas as pessoas

Cidades inteligentes e big data

Como uma cidade italiana de 5 mil habitantes virou referência em cidades inteligentes na pandemia

  • PorJuliana Palácios*
  • 16/10/2020 16:19
A pequena Rovolon, na região italiana do Vêneto, tornou-se um case durante a pandemia.
A pequena Rovolon, na região italiana do Vêneto, tornou-se um case durante a pandemia.| Foto: iha Holiday Ads

As cidades enfrentam o crescimento acelerado da população e seus impactos. Porém, nem todos os espaços foram pensados para dar conta de toda esta demanda, resultando em problemas nas mais diversas áreas: infraestrutura, mobilidade, habitação, saneamento, abastecimento, entre outros.

Ao mesmo tempo, vivemos a era de incríveis avanços tecnológicos que facilitam, otimizam e/ou automatizam uma série de atividades do nosso dia a dia. Então, fica o questionamento: como ainda podemos sofrer com problemas básicos?

Parte disto se deve ao fato de que o planejamento urbano não se modernizou no mesmo ritmo, e ainda não somos capazes de construir espaços verdadeiramente propícios à qualidade de vida, que proporcionem bem estar e felicidade. O reconhecido urbanista Jan Gehl disse uma vez que “nós sabemos mais sobre o que são ambientes saudáveis para gorilas, tigres siberianos e ursos-pandas do que sabemos sobre um bom ambiente urbano para o Homo sapiens”.

Essa máxima nos lembra que, apesar de vivermos na era do big data, pouco fazemos com o volume de dados que possuímos, pois boa parte deles são de qualidade baixa, considerados dados pobres. São desatualizados, desorganizados e pouco substanciosos para balizar a elaboração de políticas públicas que orientem o desenvolvimento dos espaços urbanos.

Porém, cada dia mais, a democratização da internet e a evolução da conectividade, trazem oportunidades de mudar este cenário. É este o momento em que nos encontramos, imersos em uma pandemia global que nos fez acelerar processos de digitalização e sensorização das cidades. E que nos obrigou a criar soluções para lutar pela vida, não pelo fluxo natural que vínhamos vivenciando, e sim por não restar outra opção.

Dentro deste contexto, as poucas soluções que vinham sendo exploradas sobre implantar sensores em quase tudo, criando um fluxo de dados constante nas cidades, deram origem a planos de resiliência, subsidiaram políticas públicas de emergência e passaram a ser a forma mais assertiva de reagir a um inimigo invisível, a Covid-19.

É isso que Renato de Castro, especialista em cidades inteligentes, nos conta em sua jornada na pequena cidade de Rovolon, na região do Vêneto, na Itália. Uma cidade de menos de 5 mil habitantes, que fica próxima ao epicentro do novo coronavírus na Itália.

Em sua jornada, Castro relata que Rovolon se tornou um case para a Itália e a Europa com a aplicação de soluções de smart cities.

O processo surgiu pautado na participação cidadã e no exemplo de resiliência, utilizando a integração entre bancos de dados, respeitando a privacidade dos cidadãos e impulsionando a interação público-privada. Aos poucos, a iniciativa chamou a atenção de diversos atores, como a ONU, que deram sequência a fundos de investimento e consolidaram cases e boas práticas a serem replicadas nas demais cidades afetadas pela pandemia no país.

Um dos pontos chave ressaltados pelo especialista é que, para uma cidade se tornar uma plataforma digital, não pode haver “silos de dados”, que são a matéria prima da informação. É preciso a integração dos dados, o que ainda é um grande entrave no Brasil, onde cada governo e empresa controla seu banco de dados e não os abrem para pesquisas e integrações.

Na prática, a tecnologia já modificou a maneira como vivemos e utilizamos as cidades. Vivemos conectados através de smartphones e redes de wi-fi e, assim como o mundo não será o mesmo após a pandemia, as posturas de desenvolvimento urbano também serão obrigadas a mudar.

Esta é a janela de oportunidade para utilizarmos a tecnologia em benefício de um planejamento e desenvolvimento urbano mais inteligente. O planejamento de espaços propícios à qualidade de vida, que proporcionem bem estar e felicidade, o planejamento orientado ao cidadão.

*Juliana Palácios é curadora do Smart City Session e coordenadora de projetos do iCities, empresa de soluções para cidades inteligentes que organiza a edição brasileira do maior evento de cidades inteligentes do mundo, o Smart City Expo Curitiba, entre outras iniciativas de fomento ao ecossistema de smart cities no Brasil.

2 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 2 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.

  • W

    WILSON MUGNAINI

    ± 2 horas

    Falou, falou e não disse nada! "Enrolation"...

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • S

    Sheyla Barbra

    ± 3 horas

    Olá! Após a leitura do artigo fiquei com dúvida no que exatamente consistiu a revolução copernicana de Rovolon em termos de inteligência no uso de dados integrados para tornar a cidade um exemplo de smart city.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

Fim dos comentários.