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Lançamento

Nissan March e Versa ganham câmbio CVT na versão 1.6; preços partem de R$ 54.090

Transmissão que dispensa o pedal da embreagem irão equipar as versões mais caras dos compactos

 | Nissan/Nissan
(Foto: Nissan/Nissan)

A Nissan finalmente passa a oferecer seus modelos compactos nacionais March e Versa com a opção do câmbio automático. A caixa do tipo CVT (transmissão continuamente váriável, na sigla em inglês) virá associada ao motor 1.6, de 111 cv e 15,1 kgfm de torque, com preços de R$ 54.090 no hatch e R$ 57.990 no sedã, ou seja, R$ 4,8 mil a mais para descansar o pé esquerdo nas configurações SV e SL.

No Versa, a topo de linha Unique será gerenciada apenas pelo câmbio CVT, aposentando a opção manual. Neste caso, o acréscimo na tabela será menor - R$ 1.600 (R$ 66.290).

Segundo a Nissan, o consumidor brasileiro aprendeu a gostar dos carros automáticos, especialmente os sedãs, e a novidade é resultado de uma pesquisa da Nissan que apontava a preferência de 40% dos entrevistados em ter no futuro um compacto automático.

Os concessionários também foram ouvidos pela marca e revelaram que muitos clientes se interessavam pelo March ou Versa, mas acabavam desistindo da compra justamente por não oferecer a versão sem pedal de embreagem.

Chamada de Xtronic CVT, a caixa já equipa modelos compactos da montadora no mercado lá fora. Importada do México, ela teve de passar por um desenvolvimento para receber a opção bicombustível. Houve uma nova calibragem, a troca da correia por uma de maior contato, aumento na rigidez da polia e otimização do trabalho da bomba de óleo. O resultado é um atrito menor e a melhoria no consumo.

A Nissan diz que este câmbio representa ‘um passo além do que se oferece no segmento’, especialmente no desempenho de aceleração e na faixa de relação de marchas, que foi ampliada. As repostas nas acelerações e retomadas são mais diretas do que os modelos dotados de CVT existentes no mercado, como o próprio Nissan Sentra, além de Toyota Corolla e Honda City.

Há um melhor uso do regime de rotações do motor, com o giro a 2.000 em velocidade cruzeiro de 120 km/h. Nas descidas, o sistema reduz a velocidade de maneira adequada, auxiliando o freio motor.

Além disso, o sistema não apresenta a morosidade e trancos ao sair de trás de um caminhão e realizar a ultrapassagem. No trajeto urbano, ele também se destaca por deixar March e Versa mais espertos quando exigido.

A nova caixa conta ainda com a posição L, uma espécie de reduzida que entrega mais torque a baixa velocidade para tracionar o carro em arrancadas mais firmes ou para segurar um pouco o motor em ladeiras. Já na estrada é possível usar o botão Overdrive, que fica na lateral da alavanca e eleva as rotações para 4.000, facilitando a ultrapassagem.

O CVT chegará credenciado pela nota A do Inmetro. As médias do March 1.6 são: 7,8/12 km/l na cidade (etanol/gasolina) e 9,8/ 15 km/l na estrada (e/g). Já as do sedã são: 7,8/ 12 km/l na cidade e 10/ 14 km/l na estrada (e/g).

Quem já dirigiu um carro com câmbio CVT percebe que a rotação sobe rapidamente à medida que o veículo vai ganhado velocidade - não há aquela queda no giro como acontece nos automáticos tradicionais (com conversor de torque) a cada troca de marcha. O ‘berro’ vindo do motor chega a irritar e ele só diminui quando se atinge uma velocidade cruzeiro ou se tira o pé do acelerador.

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Para minimizar esse desconforto, a montadora adicionou materiais antirruído no para-lamas, no painel corta-fogo, no console central e no painel de instrumentos, além de um novo para-brisa acústico e um material de maior densidade na cobertura interna do capô.

O resultado foi satisfatório e em baixas rotações mal se ouve o barulho do motor, enquanto que nas acelerações o ‘grito’ é mais abafado do que vemos em outros modelos equipados com CVT.

Concorrência

A Nissan chega com atraso para brigar por clientes interessados em dispensar a embreagem. No entanto, o opção é superior aos automatizados da Volkswagen (i-Motion), Renault (Easy’R) e Fiat (Dualogic), que pecam pelo excesso de ‘soluços’ na troca de marcha. Por outro lado, estes têm a vantagem de custarem menos (veja quadro abaixo).

Já na turma dos automáticos, o Toyota Etios tem opções mais em conta, com o câmbio de 4 velocidades, e Hyundai HB20 e Chevrolet Prisma, com preços similares aos da Nissan e transmissão de seis velocidades.

TIPOS DE CÂMBIO

Automatizado

Opera manualmente por uma embreagem eletrônica, que é acionada enquanto o motorista acelera. É menos confortável que os demais, porém há um macete para reduzir os trancos: aliviar o acelerador na hora das trocas. O sistema é, em média, R$ 2 mil mais caro que o mesmo modelo com câmbio manual, porém, chega a ser metade do cobrado em um automático.

Automático

O sistema usa um conversor de torque no lugar da embreagem. Na maioria dos casos, garante trocas suaves e sem trancos, mas é um pouco menos econômico que o automatizado.

CVT

Sigla usada para ‘Transmissão Continuamente Variável’. A troca de velocidades se dá por meio de polias controladas eletronicamente que ficam ligadas a uma correia. Não possui um número definido de marchas. É a opção mais confortável, pois não proporciona trancos, com o ganho de velocidade ocorrendo de forma progressiva.

Dupla embreagem

Trata-se de um câmbio automatizado com duas embreagens que se revezam na troca de velocidades – uma faz as marchas pares e a outra as marchas ímpares. Ágil nas transmissões, ela proporciona uma direção mais suave e quase não apresenta trancos.

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