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Investigação policial

Estupro coletivo de estudante choca o Rio. Subsecretário, pai de um dos suspeitos, é afastado do cargo

Rio de Janeiro (RJ), 03/03/2026 – A 12ª Delegacia Policial investiga casos de estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em Copacabana. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

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Após o indiciamento do filho por suspeita de estar envolvido em um caso de estupro coletivo, foi exonerado nesta terça (3) o subsecretário de Governança, Compliance e Gestão de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do Rio de Janeiro.

O filho dele, um estudante de 18 anos, é um dos suspeitos de envolvimento em um suposto caso de estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos ocorrido em Copacabana, no mês passado.

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A Secretaria de Desenvolvimento Social alegou que a medida foi adotada para resguardar a “integridade institucional” e “assegurar a condução responsável dos fatos”. “A Pasta reafirma seu compromisso com a dignidade humana e a preservação da vida”, informou em nota, segundo a Agência Brasil, do governo federal.

O estudante se entregou à polícia nesta quarta-feira. Outros suspeitos, um de 18 anos e dois de 19 anos, também se entregaram às autoridades. O caso corre em segredo de justiça e as defesas não foram encontradas.

O caso

As investigações da Polícia Civil relatam que, em janeiro deste ano, a jovem de 17 anos recebeu o convite de um estudante da mesma escola que ela frequentava, com quem teria tido um relacionamento anterior, para irem juntos à casa de um amigo. Ele pediu que ela levasse uma amiga, mas a jovem disse que não achou nenhuma outra disposta a acompanhar.

Quando chegaram ao prédio, o jovem, de acordo com o relato da vítima divulgado pela polícia, teria dito que fariam “algo diferente”. A adolescente teria recusado, mas concordou em subir para a residência.

No interior do apartamento, a vítima foi a um quarto, onde iniciou atos sexuais com um dos jovens, com quem tinha relacionamento afetivo anterior. Sem o consentimento dela, outros quatro rapazes apareceram e tentaram forçar relações sexuais com ela.

A jovem se recusou, então eles teriam passado a se despir e usar de violência física e psicológica contra ela, segundo seu relato. Após o abuso, a jovem ligou para um irmão, dizendo que tinha sido vítima de um ato que ela acreditava que era estupro.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que está em investigação de mais dois casos de estupro cometidos contra alunas adolescentes do Colégio Federal Pedro II que seriam ação do mesmo grupo.

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