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Jaques Wagner deixa liderança após reunião de duas horas com Lula

Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado nesta quarta-feira (24) depois de uma reunião de cerca de duas horas com o presidente Lula no Palácio da Alvorada. O senador anunciou a saída logo após o encontro e afirmou que tomou a decisão em comum acordo com o presidente. Num movimento que tenta conter o desgaste político aberto pela operação da Polícia Federal sobre o caso Banco Master. Assim, Lula encerra ao menos por ora a crise imediata dentro do Planalto e afasta da articulação no Congresso um de seus aliados mais antigos.

A pressão sobre Wagner cresceu desde a semana passada, quando a PF o colocou no centro da 9ª fase da Operação Compliance Zero. Que investiga supostas vantagens indevidas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao Banco Master. Embora o senador negue irregularidades e sustente a legalidade de seu patrimônio, o avanço das apurações, somado às cobranças de aliados e ao risco de contaminação política sobre Lula, acelerou a decisão. Com isso, Wagner tenta concentrar forças na própria defesa. E, ao mesmo tempo, o governo busca estancar um caso que já ameaçava contaminar a imagem do presidente em plena pré-campanha de 2026.

Moraes diz que possível “falta grave” pode revogar prisão domiciliar de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta quarta-feira (24) à Procuradoria-Geral da República (PGR) que se manifeste sobre a continuidade da prisão domiciliar humanitária temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a apreensão de uma arma de fogo com um militar que atua como seu segurança, supostamente levada para o conserto.

No documento, Moraes ressalta que o descumprimento de regras impostas pela Justiça pode levar à regressão do regime de cumprimento de pena. Além disso, ele cita a legislação ao afirmar que “nos termos da Lei de Execução Penal, comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem”.

STM rejeita pedido de Bolsonaro para afastar ministro de julgamento

O Superior Tribunal Militar (STM) negou seguimento a um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro que buscava afastar o ministro Francisco Joseli Parente Camelo do julgamento em uma ação de indignidade para o oficialato. A decisão foi proferida pela ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha.

A defesa de Bolsonaro, que é capitão reformado do Exército, ingressou com uma "exceção de suspeição", com o argumento de que o magistrado teria antecipado seu juízo de valor em entrevistas concedidas em 2023.

Confira outros destaques do Café com a Gazeta do Povo desta quinta-feira (25):

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