Durante a preparação para a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma cidade, agentes da Polícia Federal, de forma preliminar e ao mesmo tempo preventiva, abordaram um cidadão que exibia, em sua propriedade privada, uma faixa com a palavra “ladrão”. Nesse contexto, e considerando não apenas o esquema de segurança reforçado, mas também a necessidade de organização do evento, os agentes, por sua vez e de maneira direta, solicitaram a retirada do material, sob a justificativa de prevenir possíveis incidentes e, além disso, garantir a normalidade da agenda oficial do presidente.
Além disso, posteriormente e de forma quase imediata, vídeos da abordagem passaram a circular nas redes sociais e, consequentemente e ao mesmo tempo, ampliaram a repercussão do episódio, o que, por outro lado e em paralelo, intensificou o debate público. Dessa forma, e diante desse cenário, surgiram questionamentos envolvendo, simultaneamente e de maneira recorrente, os limites entre a liberdade de expressão e as medidas de segurança institucional, especialmente porque, ainda que a manifestação tenha ocorrido em espaço privado, por outro lado inserida em um contexto público, o caso se deu em meio a uma agenda presidencial, o que, inevitavelmente e por consequência direta, acrescenta novas camadas de complexidade à discussão.
Protesto pró-vida contra Messias no STF terá ato com sapatinhos de bebê
Protesto na terça-feira (28), às 10h. Será contra a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Terá centenas de sapatinhos de bebê espalhados perto da Catedral de Brasília para simbolizar vidas perdidas pelo aborto. O ato será coordenado pela organização pró-vida CitizenGO, em parceria com o Instituto Isabel.
A mobilização ocorre às vésperas da sabatina de Messias no Senado. Esta está marcada para a quarta (29), e mira principalmente o parecer assinado por ele, como advogado-geral da União, na ADPF 1141. Na ação, proposta pelo PSOL, a AGU concordou com o pedido para derrubar resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM). Este que proibia a assistolia fetal em gestações acima de 22 semanas quando houvesse probabilidade de sobrevida do bebê.
Temer critica Gilmar Mendes por responder a Zema: “deu argumento”
O ex-presidente da República Michel Temer (MDB) avaliou, nesta segunda-feira (27), como negativa a resposta que Gilmar Mendes deu ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Por razão dos vídeos em que este satiriza o Supremo Tribunal Federal (STF). Temer acredita que tal reação trouxe a polarização política ao tribunal.
“Eu acho que o ministro Gilmar não deveria ter respondido porque, quanto mais ele responde, evidentemente mais argumentos ele dá para a contestação”, declarou Temer no Fórum Paulista de Desenvolvimento, em Itu (SP).
Confira outros destaques do Café com a Gazeta do Povo desta terça-feira (28):
- DEFESA DE MALAFAIA PEDE QUE JULGAMENTO NO STF SEJA ADIADO;
- ASSOCIAÇÃO DE JUÍZES PEDE AO STF PENDURICALHOS NA ATUAL REGRA POR MAIS TEMPO;
- APÓS VÍDEO DO PT, PL NEGA ENVOLVIMENTO DE FLÁVIO COM MASTER: “NARRATIVAS MENTIROSAS”;
- CARLOS BOLSONARO MOSTRA PREOCUPAÇÃO COM ZEMA E ALERTA FLÁVIO: “O PEIXE VAI ENGORDANDO”.
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