A nova interpretação do STF sobre o Marco Civil da Internet deve apertar a moderação nas redes em pleno ano eleitoral. E, por isso, tende a atingir com mais força candidatos e apoiadores da direita. Isso porque a Corte passou a responsabilizar as plataformas por conteúdos considerados ilícitos graves e, além disso, incluiu entre as hipóteses expressões amplas, como “atos e condutas antidemocráticos”, sem uma tipificação penal específica. Assim, diante do risco de punição, as empresas podem optar por remover publicações de forma preventiva e, consequentemente, restringir críticas mais duras ao Judiciário e ao sistema eleitoral.
Ao mesmo tempo, especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo afirmam que a decisão cria uma zona cinzenta entre discurso político legítimo e condutas realmente criminosas. Nesse cenário, as plataformas passam a enfrentar um dilema: se moderarem de menos, correm risco jurídico; se moderarem demais, alimentam acusações de censura e parcialidade. Além disso, o decreto do governo Lula que entra em vigor em julho amplia a complexidade regulatória e reforça a pressão por filtros mais rígidos. Com isso, empresas mais avessas a risco tendem a agir com mais severidade e, portanto, podem reduzir ainda mais o espaço para críticas, sátiras e opiniões controversas durante a campanha de 2026.
Intromissão da AGU no caso de Moraes nos EUA pode se voltar contra ele e o Estado brasileiro
A intromissão da Advocacia-Geral da União (AGU) no processo movido contra Alexandre de Moraes nos Estados Unidos pode se voltar contra o próprio ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e até contra o Estado brasileiro.
Acusado por Rumble e Trump Media de censura ilegal e de tentar impor ordens judiciais brasileiras dentro dos EUA, Moraes não apresentou defesa própria no prazo dado pela Justiça federal da Flórida. As empresas afirmam que citaram o ministro por e-mail, deram 21 dias para ele responder e não receberam nenhum pedido de prorrogação. Agora, pedem que a Justiça o julgue à revelia.
Trump chama Lula de “volátil” e diz que observou os discursos do petista
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como “muito volátil” durante entrevista ao programa The Axios Show, do portal americano Axios, publicada nesta sexta-feira (19). A fala foi feita enquanto Trump comentava sobre os diferentes estilos de liderança no mundo.
Na entrevista, Trump afirmou que acompanhou os discursos recentes de Lula e avaliou que o presidente brasileiro mudou ao longo do tempo. Segundo o republicano, o petista “é um tipo diferente de pessoa agora” e demonstrou um comportamento que classificou como “muito volátil”. “Eu o observei enquanto fazia um discurso. Foi muito volátil”, declarou.
Confira outros destaques do Café com a Gazeta do Povo desta segunda-feira (22):
- POLÍCIA INTERROGA BOLSONARO ANTES DE MORAES DECIDIR SOBRE RETORNO À PAPUDINHA;
- CONTAS DA DEFESA CIVIL DO PARÁ FORAM USADAS EM “ALERTA MISANTROPIA”;
- ZEMA USA TAYLOR SWIFT PARA IRONIZAR LULA E JAQUES WAGNER EM VÍDEO SOBRE BANCO MASTER;
- “BOLSA OZEMPIC”? GOVERNO REALIZA ESTUDO PARA OFERECER CANETAS EMAGRECEDORAS PELO SUS.
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