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Economia Cooperativa

Economia Cooperativa

Para entender

José Luiz Tejon defende o cooperativismo como motor de avanço social no Brasil

José Luiz Tejon é um dos principais nomes do país em marketing do agronegócio (Foto: Reprodução / Rede Social de José Luiz Tejon)

O especialista em marketing do agronegócio José Luiz Tejon destaca o impacto civilizatório e econômico do cooperativismo no Brasil e no mundo. Em análise sobre o setor, ele detalha como a união de produtores gera desenvolvimento, agregando valor ao trabalho e criando estruturas competitivas de mercado. O movimento hoje sustenta milhões de empregos e movimenta trilhões em ativos no país.

Por que o cooperativismo é considerado um grande invento civilizatório?

O conceito fundamental do cooperativismo é a organização das forças humanas em busca do bem comum e da evolução coletiva. Diferente da cooperação simples, que pode ser usada para propósitos negativos, o modelo cooperativista foca em unir pessoas para construir algo que beneficie todo o grupo. Essa estrutura permite que a sociedade evolua de forma conjunta, garantindo que o sucesso dependa da força do coletivo e não apenas da capacidade individual de cada pessoa, servindo como uma ferramenta poderosa para combater crises econômicas, desemprego e a falta de oportunidades.

Como as cooperativas beneficiam o produtor rural na prática do dia a dia?

Uma cooperativa atua como uma grande central que organiza a produção, promove educação técnica e viabiliza a venda de produtos, além de investir pesado em infraestrutura. Individualmente, a maioria dos milhões de produtores não teria fôlego financeiro ou técnico para acessar mercados internacionais ou competir com gigantes do setor. Ao se unirem, eles criam uma estrutura sólida que amplia a capacidade de competir e produzir. Para funcionar, esse sistema exige regras rígidas, auditorias constantes e uma gestão ética comprometida estritamente com os interesses dos cooperados.

Qual é o peso real do setor cooperativo na economia e na sociedade brasileira?

O impacto é gigantesco, especialmente no campo. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 4,4 mil cooperativas que reúnem mais de 29 milhões de associados e geram mais de 613 mil empregos diretos. No agronegócio, as cooperativas são responsáveis por aproximadamente 55% de tudo o que o país produz. Mas além dos números financeiros, como os trilhões de reais em ativos, o sistema fortalece as comunidades locais, melhora a qualidade de vida nas regiões de atuação e garante que as atividades rurais continuem vivas, permitindo que a prosperidade do produtor se espalhe por toda a região.

Quais são os principais desafios para o futuro do cooperativismo no país?

O maior desafio é a inclusão de milhões de produtores que ainda estão fora do mercado e do acesso ao conhecimento científico. Estima-se que, dos 5,5 milhões de produtores brasileiros, cerca de 4,5 milhões ainda vivam à margem da tecnologia e da comercialização organizada. O cooperativismo é visto como o caminho para integrar essas famílias ao desenvolvimento econômico. Além disso, existe o desafio interno da sucessão: é vital educar as novas gerações desde a infância sobre a importância de cooperar, garantindo que os jovens vejam no campo um futuro promissor e sustentável.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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