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Impásse nas negociações

Greve nos Correios: funcionários decretam paralisação por tempo indeterminado

Com déficit de R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre, Correios abrem licitação para contratação de carros executivos
Governo prevê aporte de R$ 6 bilhões para os Correios em 2027, em meio à crise financeira e ao prejuízo de R$ 3,16 bilhões no 1º trimestre. (Foto: Aniele Nascimento / Gazeta do Povo)

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Os trabalhadores dos Correios anunciaram ter entrado em greve por tempo indeterminado em todo o país. A paralisação foi anunciada às 22h desta quinta-feira (10).

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) e a Federação Interfederativa dos Trabalhadores em Correios (Findect) declararam que o movimento foi deflagrado após as negociações sobre os salários deste ano terminarem sem acordo.

A decisão ocorreu após assembleias dos trabalhadores em todo o país, sucedendo rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A federação anunciou que a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve uma posição considerada intransigente. Um dos principais pontos de impasse é o plano de saúde para trabalhadores, aposentados e suas famílias.

“A direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano, proposta que preocupa a categoria pelos riscos que pode trazer ao custeio e à garantia da assistência médica”, afirmou a representação dos trabalhadores.

A Findect informou ainda que segue acompanhando o movimento e que aguarda resposta da direção dos Correios e do governo federal.

A reportagem solicitou um posicionamento da direção dos Correios sobre a greve, mas não obteve resposta até o momento.

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