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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (23), a Operação Miragem, focada em fraudes no sistema financeiro supostamente praticadas pelo Banco Digimais, do líder da Igreja Universal, bispo Edir Macedo. O religioso não mora no Brasil e, por isso, não foi alvo.
A operação foi autorizada pela Justiça Federal e cumpre nove mandados de busca e apreensão. A mesma decisão levantou os sigilos bancário e fiscal dos envolvidos e determinou o bloqueio de até R$ 670 milhões.
De acordo com a nota da PF, foram analisados relatórios do Banco Central (BC) que apontam para a manipulação de documentos financeiros para maquiar um rombo estimado em R$ 8,5 bilhões. Parte dessas supostas fraudes envolveria aplicações em fundos de investimento, de modo semelhante ao que é apontado no caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Documentos foram apreendidos na sede do banco.
No dia 8 de abril, o banco BTG Pactual anunciou ao mercado que firmou um acordo para a compra da instituição. Em meio ao problema financeiro e às supostas fraudes, a operação ainda precisa passar pelo BC e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Logo em sua página inicial, o Digimais exibe uma nota assinada no dia 20 de maio condenando reportagens sobre as supostas irregularidades, que teriam sido produzidas "sem qualquer lastro na realidade". Para o banco, as divulgações representam uma violação à ética jornalística.
"A instituição permanece firme em seu propósito, operando com a segurança e a integridade que sempre nortearam suas atividades, à disposição de seus clientes, parceiros e das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos legítimos", conclui.
A Gazeta do Povo entrou em contato com o Digimais e com o BTG Pactual para manifestação acerca da deflagração da Operação Miragem. O BTG Pactual disse que não irá comentar. O espaço segue aberto para manifestação.








