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A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) rebateu, na tarde desta segunda-feira (12), as conclusões do relatório técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não localizou fake news no conteúdo compartilhado pelo canal “Exército do Lula” no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
Em nota, a equipe do senador reiterou a acusação de que o canal seria utilizado para “difusão em massa também de conteúdo abertamente desinformativo”, com “a estratégia de apagar sistematicamente comandos e os conteúdos disparados, justamente para inviabilizar” a fiscalização da plataforma e do TSE.
A campanha informou que realizou o espelhamento em tempo real das atividades do canal e já apresentou o conteúdo à Secretaria Judiciária do TSE. “Proibir a disseminação de fake news e combater canais que deliberadamente se comportam de forma a burlar os mecanismos de controle não é e nem nunca foi censura. É obrigação legal”, diz a nota.
Segundo a equipe do senador, a dinâmica teria ficado evidente na madrugada do dia 8 de outubro, quando 219 publicações teriam sido apagadas em um intervalo de 18 minutos.
“Janones enviou a mensagem de que ‘não divulgará uma única fake news até o final da campanha’ e 42 minutos depois apagou 219 publicações em 18 minutos. Entre as mensagens apagadas estavam os links e as ordens que ligavam o canal a vídeos sobre a falsa informação do cancelamento do reajuste do Bolsa Família e de redução de aposentadorias”, diz o comunicado.
Apesar de removidos do canal de WhatsApp, a equipe de Flávio salienta que esses vídeos continuaram ativos em outras redes sociais, somando 920 mil e 3,1 milhões de visualizações, respectivamente.
O presidente do TSE, Nunes Marques, atendeu ao pedido de Flávio e suspendeu o canal neste domingo (11). Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a ordem e liberou o canal.
Cueva já analisava o pedido da campanha do candidato do PL contra o canal e havia solicitado mais informações. Pouco depois desse pedido do ministro, os advogados de Flávio acionaram diretamente Nunes Marques, que suspendeu o canal.
Na liminar, o corregedor afirmou que a utilização de vias processuais distintas não pode converter-se em mecanismo de escolha sucessiva do julgador.
A equipe do senador voltou a criticar a condução do caso pelo corregedor, afirmando que solicitou segredo de justiça na tramitação da ação para que a Meta, controladora do WhatsApp, fosse intimada a preservar integralmente todos os dados e conteúdos antes que fossem destruídos.
Contudo, a nota aponta que Cueva optou por retirar o sigilo dos autos dois dias após o protocolo sem determinar previamente a preservação cautelar das informações.
“Isso, a despeito do alerta explícito feito na inicial de que a metodologia usada para burlar o controle da Justiça Eleitoral passava pelo apagamento sistemático de dados. Não é surpresa que nada mais fosse encontrado no canal”, pontuou a campanha.




