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O deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (Novo-PR) comparou o Brasil a uma “casa pegando fogo” e afirmou que a direita recebeu das urnas a responsabilidade de tentar “apagar o incêndio”.
Em entrevista ao programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo, nesta terça-feira (6), ele disse que os eleitos precisam atuar para “arrumar o Brasil” e que pretende concentrar sua atuação na reforma do sistema de Justiça.
Chiquini recebeu 425.399 votos no Paraná e foi o candidato a deputado federal mais votado do estado. O resultado garantiu ao advogado seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, a partir de 2027.
"É uma questão de necessidade e sobrevivência. Nós estamos vendo uma casa pegando fogo e nos deram um extintor para apagar esse incêndio. Quem quer apagar esse incêndio? É disso que se trata. Nós temos uma casa incendiada a salvar", afirmou.
Segundo ele, a prioridade imediata será mobilizar eleitores para o segundo turno da eleição presidencial e ampliar a participação nas urnas.
Chiquini disse que pretende dedicar “100% da energia” nas duas semanas que antecedem a votação à campanha de Flávio Bolsonaro.
Ele citou as abstenções registradas no Paraná no primeiro turno e afirmou que o aumento da participação eleitoral pode ser decisivo para o resultado presidencial.
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Reforma do sistema de Justiça
Ele também afirmou que a reforma do sistema de Justiça será a principal bandeira de seu mandato. Entre as propostas apresentadas, defendeu a criação de mandatos de até oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), sem possibilidade de recondução.
Para Chiquini, os ministros deveriam sair da magistratura de carreira, escolhidos por mecanismos internos do próprio Judiciário.
Ele também defendeu maior autonomia para instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público.
"Vai haver política? Vai, mas dentro da própria instituição. Não vai haver interferência externa. Então, a melhor forma de darmos independência às instituições é que as suas próprias instituições tenham os seus próprios planos de carreira e planos políticos", defendeu.
O deputado federal eleito afirmou ainda que pretende convocar, em fevereiro de 2027, uma audiência pública com associações de magistrados para discutir uma proposta de reforma do sistema de Justiça.
Críticas ao STF
Durante a entrevista, Chiquini voltou a defender o impeachment de ministros do STF que tenham cometido abusos no exercício do cargo.
Ao comentar possíveis mudanças de postura do ministro Alexandre de Moraes, afirmou que eventuais gestos de recuo não alterariam sua posição.
“Não terá perdão, não terá arrego”, disse Chiquini, ao defender a responsabilização de ministros caso crimes sejam comprovados.
Ele também defendeu a anistia de pessoas condenadas por participação nos protestos anti-Lula que culminaram nos atos do dia 8 de janeiro de 2023.
Apoio a Flávio Bolsonaro
Chiquini afirmou que sua prioridade imediata será a eleição de Flávio Bolsonaro.
Segundo ele, a campanha deve concentrar esforços em estados com grande número de eleitores e também na redução das abstenções.
Aos 36 anos, Chiquini fará sua estreia em um cargo eletivo. Advogado criminalista, ganhou projeção nacional por atuar na defesa de Filipe Martins, ex-assessor especial do ex-presidente Jair Bolsonaro.









