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O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), negou ter colocado em dúvida a integridade das urnas eletrônicas brasileiras após a repercussão de um vídeo em que relaciona os equipamentos usados no país à empresa venezuelana Smartmatic.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (22), Flávio afirmou que possui “integral confiança” no sistema eleitoral brasileiro e disse que sua declaração não teve o objetivo de questionar a votação eletrônica.
“Em sua fala, que é brevíssima neste ponto, o pré-candidato Flávio Bolsonaro afirma expressamente que ‘não está questionando o sistema de votação brasileiro’ e exorta os diplomatas ali presentes a mandarem o maior número possível de representantes em missões de observação internacional”, informou o comunicado.
A nota foi assinada por Flávio, pelo senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha, e por Maria Claudia Bucchianeri, responsável pela área jurídica da campanha.
Flávio cita Smartmatic ao falar sobre urnas brasileiras com embaixadores
A manifestação ocorreu após um vídeo de um encontro com embaixadores de 50 países, nesta terça-feira (21), repercutir nas redes sociais. Durante o evento “Debating Brazil”, promovido pela agência Novo Selo Comunicação e pelo The Brazilian Report, Flávio citou uma suposta relação entre as urnas brasileiras e equipamentos da empresa venezuelana Smartmatic.
“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, declarou o senador durante a reunião.
Na nota divulgada após a repercussão, Flávio não detalhou a relação mencionada entre os equipamentos brasileiros e os sistemas utilizados em eleições venezuelanas.
TSE nega relação entre Smartmatic e urnas brasileiras
O Tribunal Superior Eleitoral afirmou que a empresa Smartmatic não participou do desenvolvimento das urnas eletrônicas utilizadas no Brasil.
Em nota publicada originalmente em 2020, o tribunal declarou que são falsas as informações que atribuem à empresa venezuelana o fornecimento de urnas ou softwares para as eleições brasileiras.
Além disso, o TSE reforçou que o sistema eletrônico brasileiro utiliza mecanismos próprios de segurança e comunicação criptografada, sem conexão com redes públicas como a internet.
“O sistema eletrônico de votação do país utiliza meios próprios e criptografados de comunicação e transmissão de dados, não tendo nenhum contato com redes públicas, como a internet”, declarou o tribunal.
A Justiça Eleitoral também informou que a Smartmatic já prestou serviços de conexão de dados e voz ao TSE, mas perdeu a licitação para fabricar urnas eletrônicas em 2020. A vencedora do processo foi a empresa Positivo.
Presidente do PT acusa Flávio de repetir “cultura golpista”
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou nesta quarta-feira (22) que Flávio Bolsonaro repete a postura do ex-presidente Jair Bolsonaro ao levantar questionamentos sobre o sistema eleitoral brasileiro.
Em uma publicação no X, Edinho disse que Flávio mantém a mesma “cultura golpista” atribuída ao pai e relacionou a declaração do senador sobre as urnas eletrônicas às estratégias adotadas nas eleições de 2022.
O presidente do PT criticou a disseminação de informações que, segundo ele, colocam em dúvida a segurança da votação eletrônica.
“Não podemos tolerar a desinformação e as fake news contra o nosso sistema de votação por um pré-candidato à Presidência da República”, declarou o petista.




