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Campanha de Flávio

Marinho diz a Fachin que “não haverá vingança” e nem omissão em governo de Flávio contra o STF

Marinho e Fachin
Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, no entanto, acusa STF de "intervenção continuada" na eleição. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

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O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha do colega Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República, disse nesta terça-feira (6) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que um eventual governo do parlamentar não fará “vingança nem omissão” contra a Corte.

A declaração foi dada após uma reunião de Marinho e Fachin no STF, no começo da tarde. O senador sinalizou trégua com a Corte, mas atenção por decisões que venham a ser tomadas por seus ministros.

“Não haverá vingança dos bolsonaristas contra os ministros, mas também não haverá omissão”, disse Marinho a jornalistas após o encontro.

Ainda em relação ao encontro, Marinho afirmou que levou a Fachin a preocupação da oposição com o que classificou como uma “intervenção continuada” da Justiça na eleição, citando nominalmente os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes.

Segundo o senador, as preocupações que motivaram o pedido de audiência, feito há cerca de 30 dias, aumentaram desde então.

“Nós estamos assistindo uma espécie de intervenção continuada na justiça especializada, no caso, a Justiça Eleitoral, por parte de alguns ministros do Sistema Federal”, afirmou.

Especificamente em relação a Moraes e Dino, o senador afirmou que eles têm demonstrado um certo “viés político” em suas decisões. Marinho disse que não descarta uma conversa com os dois ministros depois das eleições, mas pretende aguardar o fim do processo eleitoral para buscar essa aproximação.

Marinho também defendeu uma recuperação da relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, atendendo ao preceito constitucional da harmonia entre os Três Poderes da República. A discussão, segundo o senador, deve ocorrer depois das eleições.

“Nós queremos reconstruir o país, queremos normalizar a relação entre os Poderes, queremos que a separação seja de fato”, disse.

Mais informações em instantes.

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