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Eleições 2026

Meta esclarece a Nunes Marques funcionamento de IA sobre Lula e Flávio Bolsonaro

Nunes Marques
Empresa diz que trabalha para ajustar filtros eleitorais da Meta AI após relatos de tratamento diferente entre candidatos no WhatsApp. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

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A Meta informou ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, nesta quinta-feira (15), que trabalha para aperfeiçoar os filtros de sua inteligência artificial após relatos de que a ferramenta apresentava respostas diferentes a pedidos de imagens eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à presidência da República.

A reunião ocorreu pouco antes da sessão plenária do TSE e sem a participação das campanhas dos candidatos. As reclamações ocorreram depois que usuários relataram que a Meta AI, integrada ao WhatsApp, recusava pedidos para criar imagens de campanha de Lula, mas aceitava solicitações semelhantes envolvendo Flávio.

“Proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, declarou a Meta em uma nota à imprensa sobre procedimentos adotados.

Em uma nota conjunta enviada à Gazeta do Povo no final da tarde, a Meta e o TSE afirmaram que "os critérios sobre o uso de IA nas eleições foram estabelecidos nas Resoluções do TSE; a forma de aplicação deles foi detalhada pela Meta no plano de conformidade que enviou ao Tribunal".

As supostas falhas na IA da Meta levaram a coligação do PT a acionar a Justiça Eleitoral na quarta-feira (14) junto de uma representação protocolada no dia 9 de outubro na qual a campanha de Lula já questionava restrições à distribuição de conteúdos políticos nas plataformas da Meta. Na nova manifestação, os advogados do petista afirmam que a ferramenta apresenta tratamento desigual entre os candidatos.

A coligação do PT afirmou que a Meta estaria seria “seletiva e permite a ocorrência de inúmeros delitos digitais em favor de Flávio Bolsonaro”. A equipe jurídica sustenta que os testes realizados mostram bloqueios a imagens favoráveis a Lula, enquanto solicitações semelhantes envolvendo o candidato do PL seriam atendidas.

"Para o TSE, a preocupação é promover uma 'paridade de armas' entre os candidatos para que o eleitor possa escolher livremente", completou a nota conjunta do TSE com a Meta enviada à reportagem.

Os representantes da campanha também acusam a ferramenta de “seletividade algorítmica” que “permite que Flávio Bolsonaro e seus apoiadores produzam, em massa, conteúdos eleitorais ilícitos e de fácil replicação”.

A reunião entre Nunes Marques e a Meta também abordou a questão dos canais de WhatsApp utilizados pelas campanhas, conhecidos como “Exército do Lula” e “Tropa do Flávio”. O primeiro, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) com mais de quatro milhões de usuários, chegou a ser derrubado após questionamentos da campanha do senador por supostamente propagar desinformação, mas posteriormente foi registrado e voltou ao ar.

Após a decisão do presidente do TSE que derrubou o canal de Janones e exigiu o registro oficial, a campanha de Flávio correu para registrar a plataforma que mantém para evitar uma medida semelhante.

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