Publicidade
Nunes Marques

Presidente do TSE não pode ter lado na política, diz Lula

Presidente do TSE não pode ter lado na política, diz Lula
Lula cobrou Nunes Marques por "igualdade de comportamento". (Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)

Ouça este conteúdo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (12) que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, não pode ter “lado na política” após a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp. Para o petista, a Corte eleitoral está “extrapolando” em algumas decisões contra sua campanha.

“Eu acho que eles estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha. Isso é visível e já foi denunciado. Eu não vou criar só o ‘Exército do Lula’, eu vou criar agora o Exército, a Marinha e a Aeronáutica do Lula no WhatsApp, porque é a forma mais barata da gente fazer campanha”, disse o presidente a jornalistas.

Lula atendeu a imprensa após assistir a uma missa na capela do Palácio da Alvorada em homenagem à Nossa Senhora Aparecida. Nunes Marques suspendeu o canal neste domingo (11), mas a decisão foi derrubada horas depois pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

O chefe do Executivo ressaltou que o presidente do TSE deve atuar ao “lado da igualdade de comportamento e procedimento”. Nunes Marques foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do adversário do petista na disputa presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL). 

“Para ele achar que tem que cortar, ele tem que mostrar qual é a ilegalidade, onde é que estamos transgredindo a lei. O que não pode é o presidente da Suprema Corte Eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o lado da igualdade de comportamento e procedimento. Todos têm que ter o mesmo direito diante da Justiça Eleitoral”, enfatizou. 

A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE analisou as mensagens do canal “Exército de Lula”, criado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), entre os dias 2 e 11 de outubro. Segundo o relatório, não foram localizadas novas publicações que reproduzissem fake news.

O relatório pondera, contudo, que mensagens veiculadas em setembro haviam sido apagadas do canal a partir de 7 de outubro, além da identificação de dezenas de mensagens marcadas como "Editada", cujo texto original deixou de ficar acessível para auditoria pública.

Em nota, a campanha de Flávio rebateu o relatório da área técnica do TSE e afirmou que auditoria não encontrou conteúdos ilícitos porque Janones teria deletado centenas de mensagens após ser acionado na Justiça Eleitoral. A equipe do senador ressaltou que o combate a canais organizados para “burlar” regras eleitorais "não é e nem nunca foi censura", mas sim um cumprimento da obrigação legal.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.