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O diretório do Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo confirmou neste sábado (25) o nome do ex-ministro da Fazenda de Lula, Fernando Haddad, como candidato ao governo de São Paulo. A convenção partidária aconteceu na Arena Concórdia, em Campinas, com a presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB).
Na oportunidade, o ex-ministro Márcio França (PSB) foi ratificado como vice da chapa. O PT também confirmou apoio às candidaturas de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) ao Senado. A chapa é composta por PT, PSB, Rede, PDT, PSol, PV e PCdoB.
Em sua fala, Haddad começou criticando o governo de Jair Bolsonaro. "Um governo responsável por mais de 700 mil mortes por Covid", afirmou. E na sequência enalteceu a gestão Lula. "Colocamos mais de R$ 100 bilhões na saúde e na educação".
Após, ele fez críticas a Tarcísio. "Quero chamar a atenção da capital, litoral e interior quanto ao desleixo a sua vida. O estado de São Paulo cresceu 0,4% nos últimos 12 meses enquanto o Brasil cresceu 2%".
Lula foi o último a discursar. "Eu terei as convenções nacionais, mas vim aqui para falar do Haddad, do Márcio, da Simone e da Marina. Poucas vezes na história de São Paulo pudemos ver uma chapa com a qualidade. Quatro pessoas que têm história e que querem que conheçam o passado delas", afirmou, elogiando o trabalho e o "companheirismo" do candidato ao governo paulista.
Marina e Tebet, respectivamente, foram as primeiras a discursar. Elas atacaram a gestão de Tarcísio em seus pronunciamentos. "São Paulo é a força motora do Brasil. Vamos dar exemplo e eleger duas mulheres senadoras da República", disse a candidata ao senado do PSB.

Elas foram seguidas pelo vice da chapa petista em São Paulo, Marcio França. Ele deu a entender que a única possibilidade de vitória da esquerda no estado seria em um eventual segundo turno, ao estimar uma atual diferença de 2 milhões de votos para o atual governador. A nível nacional, foi mais otimista. "Se levarmos a eleição para segundo turno em São Paulo, a gente ganha no primeiro turno com o presidente Lula", disse.
França também fez piada dizendo que dará R$ 100 para quem descobrir "onde Tarcísio mora em São Paulo". O vice de Haddad afirmou que "a casa de Tarcísio continua em Brasília", apesar de atualmente viver no Palácio Bandeirantes. O político chamou o governador de "ingrato".
Ele foi seguido nos discursos por Geraldo Alckmin, que já foi quatro vezes governador de São Paulo. Ele reforçou as críticas a gestão de Tarcísio, criticando a segurança pública e dizendo que o governo atual trabalha com "prepotência".
Aliança
Na sexta-feira (24), Haddad já havia comparecido à convenção do PDT paulista, onde o partido confirmou apoio ao ministro. Em troca, o PDT indicou os suplentes às candidaturas do Senado: Antonio Neto como suplente de Marina, e o ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri como suplente de Simone Tebet.
Isto significa que, se Lula for reeleito presidente, o ex-partido de Ciro Gomes (agora candidato ao governo do Ceará pelo PSDB) tem boas chances de “pescar” duas cadeiras no Senado.




