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Estados Unidos

Aliado de Trump, novo dono da CNN defende processo da emissora contra a Casa Branca

Trump concede entrevista coletiva na Casa Branca: ação judicial da CNN, MS NOW e Politico foi motivada pelo bloqueio do acesso dos seus jornalistas à sede da presidência americana (Foto: SAMUEL CORUM/EFE/EPA)

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O novo proprietário da CNN, David Ellison, disse nesta terça-feira (6) que apoia o processo judicial que a emissora apresentou contra o governo Donald Trump, depois que jornalistas do canal, de outra emissora, MS NOW, e do portal Politico tiveram acesso negado à Casa Branca.

“Acreditamos na independência editorial e jamais interferiremos”, disse Ellison em entrevista coletiva em Los Angeles, realizada devido à fusão entre as gigantes de comunicações e entretenimento Warner Bros. Discovery (da qual a CNN faz parte) e Paramount Skydance, que foi concretizada nesta terça-feira, dando origem à megaempresa Skydance.

Ao ser perguntado se apoiava o processo da CNN contra a Casa Branca, o empresário respondeu: “Com certeza”.

Desde o anúncio das negociações para a aquisição da primeira companhia pela segunda (propriedade de Ellison), uma transação de US$ 110 bilhões, surgiram questionamentos sobre a independência editorial dos órgãos de imprensa vinculados ao novo conglomerado, já que o empresário é próximo de Trump.

Nesta terça-feira, Ellison garantiu que não haverá interferência do governo americano. “Vamos garantir que a CNN e a CBS News [parte da Paramount Skydance] mantenham total independência editorial. Vamos criar um serviço de streaming capaz de competir com qualquer outro. E acredito que, ao cumprirmos todas essas promessas, a confiança será restabelecida”, acrescentou.

Em setembro, um juiz federal americano ordenou o restabelecimento do acesso de jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico à Casa Branca, após terem sido vetados de entrar na sede da presidência dos Estados Unidos por ordem de Trump, que havia argumentado que tais órgãos de imprensa veiculam “fake news” e que reportagens que eles publicaram representaram riscos à “segurança nacional”.

A ordem judicial tem caráter emergencial e é válida até a próxima audiência do processo, marcada para esta quinta-feira (8).

Entretanto, os órgãos de imprensa afetados argumentam que seguiram sofrendo restrições de acesso à Casa Branca, como durante a cobertura da chegada do ditador chinês Xi Jinping para um jantar de Estado com Trump, em 24 de setembro.

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