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O parlamentar Andy Burnham, ex-prefeito da Grande Manchester, foi proclamado nesta sexta-feira (17) o novo líder do Partido Trabalhista e, consequentemente, será o novo primeiro-ministro do Reino Unido.
Ele foi o único concorrente no processo interno da legenda para suceder o atual premiê, Keir Starmer, que anunciou sua renúncia em junho.
Dias antes, Burnham havia vencido uma eleição complementar para uma cadeira vaga no Parlamento britânico. Naquele momento, já se projetava que ele não teria concorrentes na disputa para se tornar líder trabalhista e primeiro-ministro e complementar o mandato do partido à frente do Executivo britânico, que termina em 2029.
De fato, ele recebeu nesta semana o apoio de 379 dos 403 parlamentares trabalhistas na Câmara dos Comuns, sem que ninguém mais se candidatasse. Ele também foi apoiado por 23 sindicatos e organizações sociais filiados aos trabalhistas e nesta sexta-feira seu nome foi confirmado numa conferência do partido em Londres.
Em discurso, Burnham disse que sua escolha é um apelo pelo “retorno do Partido Trabalhista conhecido no passado”. “Atenderemos a esse chamado”, afirmou.
Segundo informações da emissora BBC, na segunda-feira (20), Burnham se reunirá com o rei Charles III, que lhe pedirá para formar um governo. Assim que Burnham aceitar a solicitação do monarca, ele será oficialmente o primeiro-ministro do Reino Unido.
Starmer enfrenta altos índices de rejeição em pesquisas e sua continuidade no cargo se tornou ainda mais questionada após as eleições locais britânicas realizadas em maio, quando o partido de direita nacionalista Reforma Reino Unido impôs uma forte derrota aos trabalhistas.
Vários integrantes da sua gestão renunciaram aos seus cargos nas semanas seguintes e a eleição de Burnham para o Parlamento britânico foi a gota d’água para a sua decisão de renunciar.
Antes acostumado a primeiros-ministros com governos longevos, o Reino Unido vive uma crise política desde a votação do Brexit, referendo para a saída do país da União Europeia, realizado em 2016: Burnham será o sétimo premiê britânico em dez anos.







