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Internacional

Bispos católicos convocam fiéis para rezar contra referendos pró-aborto

O mistério central da fé, onde o sagrado se torna presente.
O mistério central da fé, onde o sagrado se torna presente. (Foto: Pixabay/ Chris Birk)

Bispos católicos de quatro estados americanos estão pedindo orações enquanto continuam a mobilizar os fiéis antes das votações de iniciativas populares que remodelariam as políticas de aborto em seus estados. "Diga aos seus leitores como é importante rezar pelas dioceses que estão enfrentando isso, o que eu descreveria como uma iniciativa muito diabólica", disse o arcebispo de Las Vegas, George Leo Thomas, à EWTN News.

Em 3 de novembro, o público em três estados votará em referendos para estabelecer um "direito" ao aborto: Nevada, Virgínia e Idaho. No Missouri, as pessoas votarão em um referendo pró-vida que revogaria o direito constitucional estadual ao aborto. Os bispos de cada estado têm defendido a vida contra o aborto há meses. Em muitos casos, isso inclui declarações sobre os referendos, folhetos e cartões de oração nas paróquias, e pedidos aos padres para ensinar as congregações sobre a santidade da vida. Em alguns casos, estende-se a apelos por jejum e esforços para registrar eleitores e levá-los às urnas.

Os bispos americanos não endossam candidatos políticos. No entanto, os bispos têm defendido ou se posicionado contra iniciativas populares específicas quando ensinamentos da Igreja, como a santidade da vida, estão implicados.

Os bispos em Nevada estão travando o que Thomas chamou de "batalha difícil" para derrotar um referendo que estabeleceria "um direito fundamental ao aborto" na constituição estadual.

Em Nevada, emendas precisam de maioria de votos via referendo em duas eleições consecutivas. Na última eleição estadual em 2024, o referendo conquistou apoio de 64% dos eleitores. Outra maioria este ano completaria o processo.

Thomas disse que ele e o bispo da Diocese de Reno, Daniel Mueggenborg, trabalharam em estreita colaboração para alinhar suas mensagens e estratégia para derrotar a emenda. Isso inclui material impresso oferecido às paróquias, criado pela Conferência Católica de Nevada, e um anúncio planejado de página inteira para jornais em Las Vegas e Reno.

Ambos os bispos escreveram cartas pastorais rotulando o referendo como perigoso. Thomas instruiu os padres em sua arquidiocese a lê-la em voz alta na missa do Domingo do Respeito à Vida, em 4 de outubro.

"As crianças não nascidas não têm voz e não podem se defender", escreveu ele na carta, disponível em inglês e espanhol. "Como católicos, nossa fé exige que protejamos a dignidade inerente de cada vida humana e falemos por aqueles que não podem falar por si mesmos."

Thomas disse que todo padre é obrigado a "ensinar de forma muito clara e lúcida o ensinamento social e moral católico em sua comunidade", observando que cada vida é criada à imagem de Deus "desde a concepção até a morte natural".

Embora o referendo permita que o estado restrinja o acesso ao aborto após a viabilidade fetal, que é o ponto em que uma criança pode sobreviver fora do útero, a definição da proposta diz que isso é determinado pelo "profissional de saúde responsável pelo tratamento", que muitas vezes é o médico abortista. Ele afirma que o acesso ao aborto se estende até o nono mês de gravidez, se necessário para "proteger a vida ou saúde" da mãe, mas a medida não define separadamente "saúde".

A lei atual de Nevada proíbe o aborto 26 semanas após o último período menstrual da mulher. O arcebispo disse que o referendo estende os direitos ao aborto até "potencialmente o nono mês de gravidez", embora os tribunais não tenham se pronunciado sobre essa interpretação.

O referendo estenderia o acesso ao aborto a "todos os indivíduos", o que Thomas argumentou eliminaria as leis de notificação parental para menores que buscam aborto. O referendo permite o aborto por "um profissional de saúde qualificado" e não especifica um "médico".

"É outra expansão muito séria e prejudicial de uma lei já liberal", disse o arcebispo.

As duas dioceses na Virgínia — Arlington e Richmond — estão lutando contra um referendo semelhante para consagrar "um direito fundamental à liberdade reprodutiva", que inclui "cuidados com aborto", na constituição estadual, que seria adotada com maioria de votos.

O bispo Michael Burbidge de Arlington e o bispo Barry Knestout de Richmond escreveram uma carta instruindo os católicos sobre seu "dever sagrado de formar nossas consciências com oração e corretamente, e votar NÃO" no referendo sobre aborto e em um referendo separado que consagraria o casamento entre pessoas do mesmo sexo na constituição, que foi lida em voz alta nas paróquias em todo o estado.

Burbidge convocou os católicos a rezar e jejuar antes da votação, e sua diocese está operando a campanha Catholics Vote No (Católicos Votam Não) e incentivando os fiéis diocesanos a assinar um compromisso de votar não em ambos os referendos.

Amy McInerny, diretora de Respeito à Vida no Escritório de Casamento, Família e Respeito à Vida da Diocese de Arlington, disse à EWTN News: "Alguns demônios só são expulsos pela oração e jejum", citando as palavras de Cristo em Mateus 17.

As dioceses, trabalhando através da Conferência Católica da Virgínia, publicaram cartões de oração para "proteção contra a emenda extrema do aborto" e "um fim para o grave mal do aborto" para as paróquias. Eles forneceram às paróquias folhetos sobre o referendo e as leis de aborto no estado, juntamente com um folheto contendo informações de registro de eleitores.

"Essas duas questões eleitorais são questões morais", disse McInerny.

Algumas paróquias estão ativamente registrando católicos para votar e realizando campanhas de registro de eleitores. McInerny disse que há um forte esforço para "mobilizar o voto", e a Diocese de Arlington encoraja as paróquias a "verificar com seus membros acamados e aqueles que estão em asilos" e estudantes universitários "que possam precisar de ajuda para obter cédulas de voto ausente".

O referendo permitiria algumas restrições ao aborto no terceiro trimestre, mas não se o aborto for necessário para proteger "a vida ou saúde física ou mental". Ele não define esse padrão, deixando-o a critério do médico, que muitas vezes é o médico abortista. O direito legal ao aborto é estendido a "cada indivíduo" e não apenas a adultos.

McInerny disse que a linguagem essencialmente permite o aborto "mesmo para bebês saudáveis, até o nascimento", embora os tribunais não tenham se pronunciado sobre essa interpretação, e "incluirá meninas menores", o que coloca em risco as leis de consentimento parental. Ela disse que criaria "um espaço seguro para aliciadores e predadores e traficantes que querem se aproveitar de nossas meninas".

A lei da Virgínia permite acesso ao aborto até a 26ª semana de gravidez.

O bispo da Diocese de Boise, Peter Christensen, está se engajando ativamente com os padres paroquiais para garantir que a mensagem pró-vida seja ouvida regularmente na missa em toda a sua diocese, que cobre todo o estado, antes de sua votação sobre um referendo sobre aborto.

Ao contrário da Virgínia e Nevada, o referendo em Idaho mudaria a lei estadual em vez de emendar a constituição. Ele substituiria a lei estadual atual, que proíbe a maior parte do acesso ao aborto, e criaria um direito à "liberdade reprodutiva", que inclui "aborto".

"Esta é a questão mais importante para todos nós até novembro", disse Christian Welp, diretor de projetos diocesanos, à EWTN News.

Welp disse que a diocese forneceu um pacote a cada padre oferecendo diretrizes sobre mensagens pró-vida em homilias e intenções de oração antes da votação. Inclui cartões de oração, que os padres são solicitados a ler em todas as missas diárias e dominicais. O bispo também escreveu uma carta, que foi lida em voz alta na missa em toda a diocese.

"Ao nos unirmos como uma família em oração, aumentando a conscientização e tomando ações significativas, podemos fazer uma diferença poderosa ao responder a esta iniciativa anti-vida e anti-família, defendendo a proteção dos membros mais vulneráveis de nossa sociedade", escreveu Christensen.

O referendo permitiria que os legisladores restringissem o aborto no ponto de viabilidade fetal, que é determinado pelo médico, que muitas vezes é o médico abortista, mas não pode restringir o aborto tardio se houver uma emergência médica. Também estenderia os direitos ao aborto a "cada pessoa", não apenas a adultos.

Welp disse que o referendo "permite o aborto até a viabilidade, mas depois redefine a viabilidade", dizendo que a linguagem poderia permitir abortos "bem no sétimo ou oitavo mês de gravidez". Ele disse que a extensão desse direito a cada pessoa incluiria menores e efetivamente "acaba com o consentimento parental".

"Mesmo se você é pró-escolha, isso vai longe demais", disse Welp. "Isso é extremo demais."

O Missouri é o único estado em que os eleitores receberão um referendo pró-vida, que revogaria o direito constitucional estadual ao aborto que foi adotado via referendo em 2024 com apoio de 51,6% dos eleitores.

"Tem sido um foco importante de todas as quatro dioceses e de todos os quatro bispos", disse Kathleen Lavery, diretora de comunicações da Conferência Católica do Missouri — que representa as dioceses do estado — à EWTN News.

Lavery disse que as dioceses estão trabalhando para "tentar aprovar a emenda". O referendo em si não proibiria abortos ou estabeleceria um limite baseado em semanas, mas permitiria que os legisladores aprovassem leis para restringi-lo na maioria dos casos. Só impediria leis que proíbem o aborto em casos de incesto ou estupro nas primeiras 12 semanas de gravidez ou em emergências médicas em qualquer momento da gravidez.

A conferência forneceu material impresso, cartazes e cartões de bolso para as paróquias, e uma página na internet para "ajudar as pessoas a se educarem sobre a emenda", disse ela. Palestrantes dos escritórios diocesanos de Respeito à Vida estão falando no final da missa e visitando eventos católicos, como reuniões dos Cavaleiros de Colombo.

Todos os quatro bispos se uniram na mensagem desde cedo, divulgando uma declaração conjunta de que a dignidade da pessoa humana está "ameaçada pela emenda pró-aborto aprovada em 2024". Eles convocaram os católicos "e todas as pessoas de boa vontade" a se unirem em oração e jejum pelo sucesso do referendo.

"Reunimos informações para nossos padres também para ajudá-los a educar os fiéis", disse Lavery.

Ela observou que há esforços de "mobilização de eleitores" no nível paroquial e disse: "Esta emenda realmente vai se resumir a qual lado pode ativar sua base e levar as pessoas às urnas."

"Estou cautelosamente otimista", disse Lavery. "Acho que temos uma chance muito boa de vencer."

©2026 Catholic News Agency. Publicado com permissão. Original em inglês: Bishops urge prayer as they continue abortion referendum fights in 4 states https://www.ewtnnews.com/world/us/bishops-urge-prayer-as-they-continue-abortion-referendum-fights-in-4-states

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