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Crise na Bolívia

Brasil já está recebendo 82% do gás da Transierra, diz empresa

Companhia boliviana diz ter resolvido parcialmente problema em gasoduto. Com a regularização, país voltaria a receber 90% do gás contratado

Ação de manifestantes de oposição a Evo Morales gerou a redução de 3 milhões de metros cúbicos de gás por dia ao Brasil | Gaston Brito / Reuters
Ação de manifestantes de oposição a Evo Morales gerou a redução de 3 milhões de metros cúbicos de gás por dia ao Brasil (Foto: Gaston Brito / Reuters)

A Transierra, empresa com participação da Petrobras que é responsável pelo gasoduto que transporta a maior parte do gás natural enviado da Bolívia para o Brasil, informou ao G1 nesta quinta-feira (11) que já normalizou a distribuição de 82% de seu produto ao país. Mas ainda não há previsão de quando a situação será totalmente resolvida.

Uma "manipulação" em uma válvula na estação da companhia, localizada 70 quilômetros ao norte de Villamontes, por volta das 5h desta quinta-feira, havia interrompido o envio de gás ao Brasil, segundo Hugo Muñoz, porta-voz da Transierra.

Do total de 31 milhões de metros cúbicos de gás enviados da Bolívia para o Brasil diariamente, 17,1 milhões vêm por meio do gasoduto administrado pela Transierra. Com a interrupção total do gasoduto, 55% do gás natural comprado pelo Brasil deixaram de ser enviados.

"Mas já reestabelecemos a distribuição de 14 milhões dos 17,1 milhões de metros cúbicos totais", disse Muñoz, em entrevista telefônica. Isso equivale a 82% do total. Mas o porta-voz não soube informar quando os 3 milhões restantes - o equivalente a 10% do total contratado pelo país na Bolívia - voltarão a chegar ao mercado nacional.

10% restantes

O que ficará faltando normalizar será o estrago causado pela explosão localizada em Tarija. A ação de manifestantes de oposição a Evo Morales gerou a redução de 3 milhões de metros cúbicos de gás por dia ao Brasil. O ministro de Finanças da Bolívia, Luis Alberto Arce, disse nesta quinta-feira, em Brasília, que o reparo deve demorar entre 10 e 15 dias.

"A YPFB [Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos - estatal que trata do gás] já está fazendo o reparo o mais rápido possível. Deve demorar de 10 a 15 dias", disse Arce a jornalistas.

Segundo ele, os campos de petróleo e gás estavam protegidos pelas forças armadas. Entretanto, explicou que o gasoduto tem uma extensão enorme, o que dificulta o patrulhamento. "Os campos estavam protegidos, mas o gasoduto tem longuíssima proporção. As Forças Armadas estão redobrando esforços para vigiar locais onde podem ocorrer atentados terroristas", afirmou.

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