
Ouça este conteúdo
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse nesta sexta-feira (8) que não pretende renunciar, mesmo após seu partido, o Trabalhista, estar se encaminhando para uma derrota histórica nas eleições locais britânicas.
Nesta quinta-feira (7), eleitores foram às urnas para escolher os ocupantes de mais de 5 mil cadeiras em 136 câmaras locais da Inglaterra, seis prefeitos ingleses e integrantes dos parlamentos da Escócia e do País de Gales.
Segundo informações da emissora BBC, já foi concluída a apuração para 107 câmaras locais inglesas.
O partido de direita nacionalista Reforma Reino Unido obteve por ora 1.154 cadeiras, um ganho de 1.152 parlamentares; os trabalhistas computam 735 assentos, perdendo 1.015; o Partido Liberal Democrata tem por enquanto 699 assentos, 87 a mais; e os conservadores somam 626 cadeiras, perdendo 467. Os resultados finais devem ser conhecidos apenas no sábado (9).
Na eleição para o Parlamento escocês, a disputa por 69 dos 129 assentos já foi definida. O Partido Nacional Escocês (SNP), de centro-esquerda, tem ampla vantagem na apuração, com 55 cadeiras conquistadas.
Já na disputa pelo Parlamento de Gales, os ocupantes dos 96 assentos do Senedd já foram todos definidos. O partido de centro-esquerda Plaid Cymru foi o primeiro colocado ao levar 43 cadeiras, um incremento de 20 assentos.
O Reforma Reino Unido, que não tinha cadeiras no Senedd, ficou em segundo, conquistando 34. Os trabalhistas sofreram outra derrota, ao somarem apenas nove assentos, uma perda de 35 cadeiras.
Em declarações a jornalistas, Starmer disse que os resultados “são muito duros, e não há como suavizar a situação”, e que candidatos trabalhistas “brilhantes” foram derrotados em todo o país. “Isso dói, e deve doer, e eu assumo a responsabilidade”, afirmou o premiê, que, no entanto, descartou renunciar.
“Não vou abandonar o cargo e mergulhar o país no caos”, disse Starmer. “[Na eleição nacional de 2024], eu liderei nosso partido rumo à vitória, um mandato de cinco anos para mudar o país”, acrescentou.
O líder do Reforma Reino Unido, Nigel Farage, afirmou que o Partido Trabalhista está sendo “sendo varrido pelo Reforma em muitas de suas áreas mais tradicionais” e disse que os resultados mostram uma “mudança verdadeiramente histórica”.











