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Midterms

Democratas largam na frente na disputa pelo controle do Congresso dos EUA

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Apoiadores do senador democrata Jon Ossoff comemorando sua reeleição no estado da Geórgia. (Foto: CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH/EFE)

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Os primeiros resultados projetados pela imprensa das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3), mostram os democratas com mais vitórias projetadas do que os republicanos na Câmara dos Deputados e no Senado. A apuração começou logo após o fechamento das urnas em parte do país. Nesta eleição, os americanos decidem qual legenda - Democratas ou Republicanos - controlará o Congresso americano pelos próximos dois anos. Os eleitores também estão escolhendo governadores em diversos estados.

Na Câmara dos Deputados, os democratas somam até este momento 126 vitórias projetadas, contra 72 dos republicanos, segundo os resultados da Associated Press (AP). Das 435 cadeiras em disputa, 198 já possuem vencedores projetados, enquanto outras 237 aguardam definição. Os democratas também ampliaram suas conquistas de cadeiras anteriormente ocupadas pelos republicanos.

No Senado, os democratas já têm 12 vitórias projetadas, contra seis dos republicanos, entre as 35 cadeiras em disputa nesta eleição. Somando esses resultados aos mandatos que não estão em disputa, os democratas e os dois independentes aliados ao partido já somam 46 cadeiras, contra 37 dos republicanos. Outras 17 disputas ainda aguardam definição.

Uma das principais vitórias democratas nesta terça foi a do ex-governador Roy Cooper, que conquistou uma cadeira até então ocupada pelos republicanos na Carolina do Norte. Cooper derrotou Michael Whatley, candidato republicano apoiado pelo presidente Donald Trump, e ocupará a vaga deixada pelo senador republicano Thom Tillis, que decidiu não disputar a reeleição. O resultado é a primeira conquista democrata de uma cadeira republicana no Senado nesta eleição.

Outra conquista considerada grande para os democratas ocorreu na Carolina do Sul, onde a democrata Annie Andrews derrotou a republicana Darline Graham, apoiada pelo presidente Donald Trump. Darline havia sido nomeada para ocupar a cadeira de seu irmão, o senador Lindsey Graham, que morreu em julho deste ano. O estado não elegia um democrata para o Senado desde 1998 e deu a Trump uma vitória de 18 pontos percentuais na eleição presidencial de 2024.

Outra vitória importante dos democratas ocorreu na Geórgia, estado onde Trump venceu a eleição presidencial de 2024. O senador Jon Ossoff foi reeleito ao derrotar o republicano Mike Collins, apoiado pelo presidente americano. Com o resultado, os democratas conseguiram manter uma cadeira que era considerada uma das principais oportunidades dos republicanos de ampliar sua maioria no Senado.

Em New Hampshire, o democrata Chris Pappas também venceu a disputa pelo Senado, derrotando o republicano John Sununu, que já havia ocupado uma cadeira na Casa. Pappas substituirá a senadora democrata Jeanne Shaheen, que decidiu não disputar a reeleição. A vitória impediu que os republicanos conquistassem outra cadeira ocupada pelos democratas.

A AP também projetou a reeleição do democrata Mark Warner pela Virgínia, que derrotou o republicano Bert Mizusawa, um general da reserva do Exército americano. Outros democratas reeleitos para o Senado foram Ed Markey, em Massachusetts; Cory Booker, em Nova Jersey; Jack Reed, em Rhode Island; e Chris Coons, em Delaware. Já em Illinois, Juliana Stratton foi eleita para ocupar a cadeira deixada pelo senador democrata Dick Durbin, que decidiu se aposentar.

Os democratas também já garantiram, segundo as projeções, a reeleição de John Hickenlooper, no Colorado, e Ben Ray Luján, no Novo México. Ambos conseguiram manter suas cadeiras no Senado após derrotarem candidatos republicanos.

Entre os republicanos, a AP projetou a vitória de Ashley Moody na Flórida, que derrotou a democrata Angie Nixon. Moody havia assumido a cadeira em 2025, após ser indicada pelo governador Ron DeSantis para substituir Marco Rubio, que deixou o Senado para assumir o Departamento de Estado no governo Trump.

Outras vitórias republicanas para o Senado ocorreram no Kentucky, onde o candidato republicano Andy Barr conquistou a cadeira deixada pelo senador Mitch McConnell; no Wyoming, onde Harriet Hageman venceu a disputa local; na Virgínia Ocidental, onde a republicana Shelley Moore Capito foi projetada como reeleita para seu terceiro mandato consecutivo.

Na Câmara dos Deputados, os democratas também conseguiram sua primeira conquista de uma cadeira republicana nesta eleição. Jamie Ager venceu a disputa pelo 11º distrito da Carolina do Norte, derrotando a republicana Jennifer Balkcom.

Outra vitória democrata ocorreu na Flórida, onde Pia Dandiya derrotou o republicano Casey Askar no 22º distrito eleitoral. Também na Flórida, Debbie Wasserman Schultz foi reeleita pelo 20º distrito eleitoral. A parlamentar, que já presidiu o Comitê Nacional Democrata (DNC), derrotou o republicano Brent Andersen e conquistou seu 12º mandato.

Outros dois democratas conseguiram manter seus mandatos na Flórida: Jared Moskowitz foi reeleito pelo 25º distrito, enquanto Kathy Castor conquistou um novo mandato pelo 14º distrito.

Democratas também lideram nas eleições para governos estaduais

Nas eleições para governador, os democratas já somam dez vitórias projetadas pela AP, contra três dos republicanos. Considerando também os mandatos que não estavam em disputa, o partido já têm 16 governos estaduais, contra 11 dos republicanos. Outras 23 disputas ainda aguardam definição.

Entre os republicanos, uma das principais vitórias foi a de Byron Donalds, eleito governador da Flórida ao derrotar o democrata David Jolly. Aliado de Trump e deputado federal desde 2021, Donalds sucederá Ron DeSantis, que não podia disputar um terceiro mandato consecutivo. Ele será o primeiro governador negro da história do estado, que não elege um democrata para o cargo desde 1994.

Os republicanos também venceram no Wyoming, onde Eric Barlow derrotou o democrata Kenneth Casner e foi eleito para substituir o governador Mark Gordon, que não podia disputar a reeleição.

Entre os democratas, a AP projetou vitórias na Pensilvânia, Illinois, Massachusetts, Maryland, Rhode Island, Nova York, Colorado e Connecticut.

Na Pensilvânia, Josh Shapiro foi reeleito ao derrotar Stacy Garrity, candidata republicana apoiada por Trump. Em Illinois, JB Pritzker conquistou seu terceiro mandato ao vencer Darren Bailey, enquanto Maura Healey foi reeleita em Massachusetts. Em Maryland, Wes Moore garantiu mais quatro anos no governo estadual. Na Geórgia, a ex-prefeita de Atlanta Keisha Lance Bottoms derrotou o republicano Rick Jackson, empresário do setor de saúde. Com o resultado, os democratas recuperam o governo estadual após mais de duas décadas de domínio republicano. O partido não vencia uma eleição para governador na Geórgia desde 1998. Bottoms substituirá o republicano Brian Kemp, impedido de disputar um terceiro mandato consecutivo.

Em Nova York, a democrata Kathy Hochul foi reeleita ao derrotar Bruce Blakeman. No Colorado, Phil Weiser venceu Victor Marx e foi eleito para substituir Jared Polis. Já em Connecticut, Ned Lamont conquistou seu terceiro mandato, enquanto Helena Foulkes venceu a disputa pelo governo de Rhode Island.

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