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Os Estados Unidos vão ampliar o apoio ao Equador no combate ao narcotráfico com um novo pacote de segurança no valor de US$ 45 milhões (aproximadamente R$ 229,6 milhões), além do envio de novas embarcações para operações marítimas. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (9) pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante visita a Quito e um encontro com o presidente equatoriano, Daniel Noboa.
Rubio informou que o governo Trump pretende solicitar ao Congresso americano a liberação dos US$ 45 milhões para reforçar a capacidade do Equador de enfrentar organizações criminosas ligadas ao tráfico internacional de drogas. Washington também anunciou US$ 10 milhões (R$ 51,04 milhões) para ações contra a mineração ilegal, atividade utilizada por facções para financiar suas operações. Os Estados Unidos também entregarão ao Equador um navio de cerca de 33 metros da Guarda Costeira e outras cinco embarcações de interceptação nos próximos meses. Sete unidades desse tipo já haviam sido fornecidas ao país neste ano.
Os Estados Unidos decidiram ainda classificar nesta quarta a facção criminosa Los Tiguerones como organização terrorista estrangeira, colocando o grupo criminoso na mesma categoria de outras organizações criminosas do país que já foram alvo de medidas semelhantes de Washington.
A Los Tiguerones atua no narcotráfico e em outros crimes no Equador e ganharam projeção internacional em janeiro de 2024, quando homens armados invadiram os estúdios da emissora TC Televisión, em Guayaquil, e fizeram funcionários reféns durante uma transmissão ao vivo. O ato marcou uma explosão de violência criminosa no país.
A cooperação entre Equador e EUA ganhou força nos últimos meses com a expansão das operações contra embarcações usadas no tráfico de cocaína pelo Pacífico. Desde meados de agosto, forças americanas e equatorianas vêm atuando conjuntamente nessa frente.
Noboa transformou o combate às facções em uma das prioridades de seu governo e ampliou a participação das Forças Armadas na segurança interna. A aproximação com Washington faz parte da estratégia do presidente para obter equipamentos, inteligência e apoio internacional contra grupos que passaram a controlar rotas do narcotráfico e disputar territórios dentro do Equador.
Após o encontro com Rubio, Noboa afirmou nas redes sociais que Estados Unidos e Equador enfrentam inimigos comuns e estão aprofundando a cooperação para combater organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais. Além das medidas de segurança, Washington anunciou nesta quarta-feira sanções contra sete ex-funcionários públicos equatorianos acusados de envolvimento em esquemas de suborno, ampliando a ofensiva americana também para redes de corrupção ligadas ao país.
A passagem de Rubio por Quito faz parte de uma nova rodada de aproximação dos Estados Unidos com governos latino-americanos que apoiam uma atuação mais dura dos EUA contra cartéis e facções. Antes do Equador, o secretário esteve na Colômbia, onde discutiu com o presidente Abelardo de la Espriella o fortalecimento da cooperação contra o narcotráfico.







