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EUA retomam pelotões de fuzilamento enquanto papa pede abolição

Donald Trump, presidente dos EUA
"Eles cairão rápido, cairão facilmente. É hora de acabar com a máquina assassina do Irã! Chega de ser o bonzinho!”, ameaçou Donald Trump. (Foto: Jim Lo Scalzo / EFE)

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O governo Trump anunciou que trará de volta as execuções federais por pelotão de fuzilamento nos Estados Unidos — uma medida que, segundo afirma, irá "fortalecer" a pena de morte nacional — enquanto o papa Leão XIV oferece simultaneamente apoio àqueles que buscam abolir a pena capital nos EUA e em todo o mundo. O Departamento de Justiça dos EUA informou na sexta-feira (24) que estava se movendo para mais uma vez "buscar, obter e implementar sentenças capitais legais", reiniciando o processo federal de pena de morte que havia sido indefinidamente suspenso sob o governo Biden. Entre as medidas que o Departamento de Justiça disse que tomará estão "expandir o protocolo para incluir maneiras adicionais de execução, como o pelotão de fuzilamento", bem como "agilizar" processos administrativos para acelerar as execuções pelo governo federal.

O governo disse que também buscaria retomar a aplicação de injeções letais de pentobarbital, um barbitúrico que defensores dos prisioneiros afirmam poder causar dor e sofrimento extremos quando usado em execuções. Em um relatório complementar divulgado em 24 de abril, o Departamento de Justiça chamou o pentobarbital de "padrão ouro das drogas de injeção letal". Descreveu a droga como "mais humana" do que outros modos de execução e destacou que ela tem sido usada em procedimentos de suicídio assistido nos EUA para aqueles que sofrem de doenças terminais.

O anúncio do governo ocorreu aproximadamente ao mesmo tempo, em 24 de abril, em que o papa Leão XIV se dirigiu, por meio de mensagem em vídeo, a uma reunião de ativistas na Universidade DePaul celebrando o 15º aniversário da abolição da pena de morte em Illinois.

O papa em sua mensagem observou que a Igreja Católica ensina que "a pena de morte é inadmissível porque é um ataque à inviolabilidade e dignidade da pessoa". A Santa Sé atualizou o Catecismo da Igreja Católica em 2018 para explicitamente pedir a abolição da pena capital em todo o mundo. Leão igualmente disse aos defensores pró-vida em sua cidade natal de Chicago que a Igreja "afirma que a dignidade da pessoa não se perde mesmo depois que crimes muito graves são cometidos".

O Santo Padre disse que se juntava aos defensores na celebração da abolição da pena de morte pelo estado em 2011; escreveu que oferecia seu "apoio àqueles que defendem a abolição da pena de morte nos Estados Unidos da América e em todo o mundo". "Rezo para que seus esforços levem a um maior reconhecimento da dignidade de cada pessoa e inspirem outros a trabalhar pela mesma causa justa", escreveu o papa.

A mensagem de Leão vem um dia depois de ele ter se manifestado energicamente contra execuções a bordo do avião papal que retornava de sua visita apostólica à África. Questionado sobre as execuções em larga escala relatadas no Irã, o papa disse: "Condeno a tomada de vidas de pessoas. Condeno a pena capital. Acredito que a vida humana deve ser respeitada e que todas as pessoas — da concepção à morte natural — suas vidas devem ser respeitadas e protegidas".

©2026 Catholic News Agency. Publicado com permissão. Original em inglês: White House to bring back firing squads as Pope Leo XIV calls for U.S. death penalty to be abolished https://www.ewtnnews.com/world/us/white-house-to-bring-back-firing-squads-as-pope-leo-xiv-affirms-church-opposition-to-death

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