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Cilia Flores

Mulher de Maduro cita problema cardíaco e pede para deixar a cadeia e ficar em prisão domiciliar nos EUA

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Cilia Flores, esposa do ditador Nicolás Maduro, pediu para ir para a prisão domiciliar nos EUA. (Foto: Miguel Gutiérrez/EFE/EPA)

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Cilia Flores, mulher do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, pediu à Justiça dos Estados Unidos autorização para deixar a prisão federal onde está detida em Nova York e aguardar em prisão domiciliar o julgamento por acusações relacionadas ao narcotráfico. A defesa alega que um problema cardíaco de Flores piorou durante o período em que ela permanece presa.

Os advogados Mark Donnelly e Andrés Sánchez apresentaram o pedido ao juiz federal Alvin Hellerstein. A proposta prevê que Flores, de 69 anos, seja transferida do Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, para uma residência dentro do distrito judicial federal de Manhattan.

Caso o pedido seja aceito, ela permaneceria sob vigilância armada durante 24 horas por dia, teria as visitas limitadas a pessoas previamente autorizadas pela Justiça e pelo Ministério Público, seria monitorada por câmeras e teria suas ligações telefônicas gravadas. O juiz ainda não decidiu sobre a solicitação, e os procuradores federais não apresentaram publicamente uma resposta.

Segundo a defesa, Flores sofre há anos de prolapso da válvula mitral, condição cardíaca que estaria exigindo maior acompanhamento médico. Os advogados afirmam que ela deixou de receber, desde que foi presa, uma aplicação mensal utilizada anteriormente para controlar o problema e passou a tomar outros medicamentos durante a detenção.

Médicos também recomendaram que Flores seja submetida a um cateterismo cardíaco, procedimento que poderá indicar a necessidade de outras intervenções. A defesa argumenta que, caso isso aconteça, ela precisará se recuperar em condições que não poderiam ser oferecidas adequadamente dentro do centro de detenção.

Os advogados reconheceram no pedido que Flores vem recebendo bom atendimento dos profissionais de saúde e que os funcionários da prisão têm tratado ela e Maduro com respeito. O argumento apresentado à Justiça é de que o problema estaria nas condições da unidade para uma eventual recuperação após procedimentos cardíacos, e não na qualidade dos médicos que a atenderam.

Flores e Maduro estão presos em Nova York desde janeiro, quando foram capturados por forças dos Estados Unidos em Caracas e levados ao território americano. Os dois se declararam inocentes das acusações de participação em uma conspiração para enviar cocaína aos Estados Unidos e devem ser julgados no ano que vem.

Além do pedido de prisão domiciliar apresentado por Flores, as defesas do casal tentam derrubar o processo alegando imunidade. Os advogados sustentam que Maduro não poderia ser submetido a um processo criminal americano por ter exercido a Presidência venezuelana, enquanto a defesa de Flores também reivindica proteção baseada na soberania da Venezuela. A Justiça americana ainda analisa esses argumentos.

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