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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (1º) que o copiloto que esfaqueou o comandante de um avião da companhia aérea FlyDubai que ia de Dubai a Tel Aviv, incidente que fez a aeronave ser desviada para a Arábia Saudita, passou por um processo de “doutrinação islâmica radical”.
“O agressor, o copiloto que atacou o comandante, está sendo interrogado agora, mas eis o que sabemos: primeiro, sabemos que ele passou por uma doutrinação islâmica radical”, disse o premiê em entrevista à emissora americana Fox News.
“Isso é algo que estamos deduzindo das informações — das informações pessoais dele”, acrescentou.
Israel afirma que o homem, um cidadão de Omã cujo nome não foi divulgado, pretendia derrubar o avião, que tinha mais de 170 pessoas a bordo. Mesmo ferido, o piloto indiano do avião da FlyDubai, Smit Machchhar, conseguiu abrir a porta da cabine e o agressor foi contido por passageiros.
Na entrevista desta quinta-feira, Netanyahu disse que o copiloto é de Omã, um país que não mantém relações diplomáticas com Israel – portanto, o agressor não poderia estar trabalhando em um voo com destino ao país.
“Bem, ele é um cidadão de Omã, e temos restrições que determinam que não se pode ter pilotos de países que não mantêm relações diplomáticas com Israel”, disse o premiê.
“Então, obviamente, ele conseguiu passar por isso. Portanto, há uma brecha aí: como garantir que façamos uma triagem prévia dos pilotos”, continuou.
“E foi isso que fizemos, aliás, com os pilotos que vieram transportar nossos passageiros [do voo mencionado] da Arábia Saudita para Israel: verificamos o histórico deles, mas obviamente houve uma falha aqui, e estamos cuidando disso, entre outras coisas”, acrescentou Netanyahu.
A Arábia Saudita também não mantém relações diplomáticas com Israel, apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estar tentando incluir o reino nos Acordos de Abraão, por meio dos quais os israelenses têm estabelecido relações com países muçulmanos.
Trump chegou a condicionar em julho que um acordo nuclear com fins civis entre Washington e Riade só sairá do papel se houver essa adesão.
O incidente de ontem está sendo tratado por Israel como uma tentativa de atentado terrorista, mas ainda não se sabe se o agressor está ligado ao governo de algum país ou a alguma organização.







