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O ditador da Rússia, Vladimir Putin, propôs um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da China, Xi Jinping, no próximo mês para discutir a guerra na Ucrânia, mas sem a participação do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
A informação foi veiculada nesta segunda-feira (19) pelo The Wall Street Journal (WSJ). Um ex-oficial da inteligência russa a par do assunto disse que Putin lançou a ideia durante um telefonema com Trump no dia 9, quando os dois líderes fecharam um acordo para o fornecimento de diesel russo aos mercados internacionais e americano.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou ao WSJ que estão ocorrendo discussões sobre uma possível reunião.
“Ainda não há um entendimento claro sobre a reunião em si ou sobre sua possível pauta, embora as três partes reconheçam a possibilidade hipotética de que tal encontro ocorra”, disse.
Um alto funcionário do governo Trump afirmou que o presidente americano ainda não concordou sobre a realização dessa cúpula, mas indicou que o republicano poderia estar aberto à ideia.
Nesta segunda-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, sugeriu que tais negociações estariam em andamento. “Acredito que houve conversas sobre uma reunião”, disse ele a jornalistas durante viagem ao Uzbequistão. “Não creio que tudo tenha sido definido.”
Nos últimos dez dias, Trump entrou em atrito com Zelensky devido a decisões do republicano que o presidente da Ucrânia afirmou que beneficiam a Rússia na guerra contra Kiev.
Na sexta-feira (16), por meio de uma ordem executiva, Trump suspendeu a aplicação de uma lei que ele sancionou no mês passado e que previa a imposição de tarifas de até 100% sobre as importações americanas de países que compram combustíveis e outros produtos russos, transações que financiam a guerra contra a Ucrânia.
O presidente americano alegou questões de “interesses nacionais dos Estados Unidos”.
Zelensky criticou a medida, assim como a decisão do republicano anunciada no dia 9 de comprar diesel russo.
Além disso, Trump acusou Zelensky de “destruir” a Ucrânia e disse que um acordo de paz com a Rússia só será possível com a saída dele da presidência do país europeu.
Outros pontos de atrito foram a decisão de Kiev de voltar a bombardear refinarias russas, após um cessar-fogo energético anunciado por Trump que Moscou não respeitou, e a controvérsia sobre uma restrição de velocidade na Ucrânia do Starshield, o serviço de nível militar irmão da rede de satélites de internet Starlink, que, segundo a agência Reuters, foi determinada pela Casa Branca – Trump, porém, negou ter dado a ordem.







