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Há menos de um mês no cargo (tomou posse em 28 de julho), a nova presidente do Peru, Keiko Fujimori, enfrenta desafios decorrentes de eventos naturais no país andino.
Nesta quinta-feira (20), o Peru foi atingido por um terremoto, que causou repercussão, mas esteve longe dos estragos e mortes causados pelos recentes sismos na Venezuela e na Colômbia.
Segundo informações do jornal El Comércio, o ministro da Defesa, Rafael Belaunde, declarou que o terremoto de magnitude 7,2 que atingiu o departamento de Ayacucho deixou três feridos e danificou 122 residências e seis escolas. Não há informações de mortes por ora. Belaunde acrescentou que 12 postos de saúde também foram danificados.
Além disso, o Centro Nacional de Operações de Emergência (Coen) informou que o terremoto causou um apagão na província de Nazca, no departamento de Ica, afetando aproximadamente 6 mil clientes.
O Peru também está sofrendo com as fortes chuvas, que têm provocado deslizamentos de terra, alagamentos e outros estragos.
A gestão Fujimori tem anunciado medidas para amenizar os danos causados pela chuva. Nesta sexta-feira (21), o Ministério da Defesa anunciou a implementação de uma ponte aérea humanitária para auxiliar e evacuar pessoas isoladas por deslizamentos de terra causados por fortes chuvas ao longo da Rodovia Pan-Americana Sul, entre os distritos de Atico e Ocoña, na província de Caravelí, no departamento de Arequipa.
Na terça-feira (18), a Diretoria Regional de Cultura de Cusco suspendeu temporariamente o acesso turístico à Trilha Inca para Machu Picchu, o ponto turístico mais visitado do Peru, devido a deslizamentos de terra e danos causados por fortes chuvas.
As precipitações causaram um atrito interno no governo Fujimori. O ministro da Economia e Finanças, Elmer Cuba, foi obrigado a se retratar, após ter afirmado que “até Paris e Madri alagam”.
“As pessoas não podem morrer por causa de um fenômeno como o El Niño, não podem perder suas casas por causa do El Niño. As obras públicas podem ser reparadas; não vamos exagerar por causa de um pouco de água até os joelhos, é assim que as coisas são”, disse o ministro.
Em resposta, Fujimori afirmou que Cuba não percebeu “a magnitude dos danos, das perdas e da dor das famílias afetadas”.
“Eles estão vivenciando essa grande tristeza porque, em muitos casos, perderam tudo. Minha solidariedade está com eles. Mas o importante aqui, além de lidar com a emergência, é corrigir as falhas estruturais”, continuou.
Em entrevista à rádio RPP no início desta semana, Cuba admitiu que foi “pouco feliz” na sua primeira declaração.
“Eu jamais falaria diretamente sobre compatriotas dessa maneira. Se alguém se sentiu ofendido, peço sinceras desculpas e vamos passar para um assunto mais importante: como podemos nos ajudar mutuamente”, afirmou.







