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O Departamento de Estado americano informou nesta sexta-feira (16) que o vice-secretário de Estado, Christopher Landau, viajará para Assunção, no Paraguai, e Buenos Aires, na Argentina, entre segunda-feira (19) e o dia 26, durante a reta final da campanha e a realização do segundo turno da eleição presidencial no Brasil, marcado para o dia 25.
Segundo nota da pasta, o secretário-adjunto de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Juan Pablo Segura, também virá à América do Sul.
O comunicado apontou que na capital paraguaia Landau vai liderar uma delegação comercial composta por representantes de empresas americanas para explorar oportunidades de investimento no país sul-americano.
“O vice-secretário Landau também se reunirá com autoridades do alto escalão do governo paraguaio para reafirmar a histórica parceria estratégica entre os Estados Unidos e o Paraguai. Eles discutirão formas de ampliar o comércio e os investimentos, aprofundar a cooperação em segurança regional e combater o crime transnacional”, informou o Departamento de Estado, pasta chefiada por Marco Rubio.
Em Buenos Aires, Landau se reunirá com autoridades do alto escalão do governo Javier Milei e lideranças do setor privado, “dando continuidade ao impulso gerado pelo lançamento, pelos Estados Unidos e pela Argentina, do Corredor Andes-Atlântico durante a Semana de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU [em setembro]”, disse a nota, em referência a um compromisso de investimentos em infraestrutura de quase US$ 7 bilhões.
“Eles discutirão maneiras de promover o crescimento econômico, aumentar os investimentos dos EUA e fortalecer a cooperação em segurança. A viagem do vice-secretário reflete o compromisso da administração Trump com um Hemisfério Ocidental seguro, estável e próspero”, acrescentou o Departamento de Estado.
Landau fez comentários no ano passado criticando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, devido a decisões do juiz e sua participação na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por acusações de tentativa de golpe de Estado, mas posteriormente elogiou a aprovação do projeto da dosimetria no Congresso brasileiro.
Em carta enviada nesta semana a parlamentares democratas, o Departamento de Estado negou tentativa de interferência na eleição brasileira, conforme havia sido sugerido pela oposição ao presidente Donald Trump, e disse apoiar um “processo eleitoral livre e justo” no Brasil.
“Continuaremos a dialogar com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito para promover a segurança, o comércio recíproco, os investimentos e a prosperidade nos dois países”, disse a pasta.
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