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O homem que invadiu uma creche em Curitiba e fez 13 crianças reféns na sexta-feira (9) já havia sido detido por tentar empurrar uma mulher nos trilhos do metrô de São Paulo, em 2021. Morto na ação policial que resgatou os alunos, ele foi identificado como José Tobias Elias da Silva, segundo uma reportagem publicada pela Band neste sábado (10).
O ataque anterior aconteceu na estação Sé. Imagens de segurança mostraram José Tobias avançando contra uma mulher quando o trem se aproximava. Ela conseguiu resistir e se afastar dos trilhos. José voltou ao lugar onde estava, como se nada tivesse acontecido, antes de ser detido pelos seguranças.
Na ocasião, a polícia encontrou cadernos com planos de matar outras pessoas e depois tirar a própria vida, além de um laudo médico de 2016 com diagnóstico de esquizofrenia. José Tobias foi encaminhado a um hospital psiquiátrico. Não há confirmação sobre o desfecho do processo nem sobre seu acompanhamento médico nos anos seguintes, de acordo com a Band.
Outro alerta em 2025
O histórico de José Tobias também inclui um boletim de ocorrência de setembro de 2025, em Mallet, no interior do Paraná. Segundo a CBN, a polícia recebeu informações de que ele pensava em atacar o Colégio Nicolau Copérnico, perto de onde morava.
Os policiais foram à casa dele após uma denúncia de agressão contra a própria mãe. Os dois negaram a briga. A equipe não encontrou sinais de preparação para um atentado e encerrou a ocorrência.
Carta falava em "massacre"
Novos detalhes mostram que os alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz estavam fantasiados para comemorar o Dia das Crianças quando José Tobias invadiu a escola na sexta-feira. Ele chegou de bicicleta, pulou a cerca carregando uma faca, uma imitação de pistola e um isqueiro e se trancou numa sala com crianças de 4 e 5 anos. Depois, espalhou combustível pelo chão.
Os funcionários acionaram o alarme e retiraram outras crianças enquanto a polícia tentava convencer o invasor a soltar os reféns. Quando ele começou a agredir os alunos e ameaçou uma criança com o isqueiro e combustível, os policiais decidiram entrar. “Optamos por entrar dentro da técnica do BOPE para salvar as vidas”, explicou o coronel Alexandre Lopes Dias, da Polícia Militar.
As 13 crianças foram resgatadas sem ferimentos graves, e cinco passaram por avaliação médica. A polícia encontrou uma carta escrita pelo agressor que mencionava um “massacre”, mas a motivação do ataque ainda não foi esclarecida.
A volta à escola
Neste sábado (10), a Prefeitura anunciou mais rondas perto da creche. Guardas fixos em algumas escolas e mais rigor no controle de entrada serão discutidos na terça-feira (13), em uma reunião do prefeito Eduardo Pimentel (PSD) com as equipes de educação e segurança.
Segundo a Tribuna do Paraná, a creche reabrirá na quarta-feira (14). A equipe prepara o espaço com orientação de psicólogos. Uma das propostas é pintar o ambiente para que a volta dos alunos seja menos marcada pelas lembranças do ataque.




