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Embate no Senado

Após cobrança de líder do PL, Alcolumbre dispara contra oposição

Após cobrança de líder do PL, Alcolumbre dispara contra oposição
Alcolumbre rebate Portinho (que aparece de costas na imagem) durante a sessão desta tarde. (Foto: Ton Molina/Agência Senado)

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reagiu nesta quarta-feira (4) após ser cobrado pelo líder do PL, Carlos Portinho (RJ), em razão do descumprimento do acordo para a redução da maioridade penal. A votação estava prevista para esta tarde, mas foi adiada depois de um apelo do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A comissão especial da Câmara avalia a PEC 32/2015, que prevê a redução da maioridade penal para 16 anos. Portinho subiu à tribuna e reforçou que o acordo entre a oposição e a base do governo Lula (PT) viabilizou a aprovação da PEC da Segurança Pública, por unanimidade, no dia anterior.

“Eu aprendi na vida que acordo é para ser cumprido. Ou então não faça. Ainda que seja um mau acordo, cumpra, porque a palavra vale muito”, disparou. O líder do PL disse a Alcolumbre que o Senado está “submetido” à vontade do Poder Judiciário e da Câmara.

“O Senado hoje está submetido ao Poder Judiciário e à Câmara dos Deputados. O senhor é presidente do Congresso, senador Davi, não é a Câmara dos Deputados que diz como vai ser. O Senado é Casa Alta. O senhor fez um compromisso”, afirmou.

Portinho destacou que "homem cumpre a palavra" e informou aos senadores que não pretende mais negociar acordos com o governo. “Quero deixar claro, o governo esgotou a partir de hoje com o líder do PL qualquer possibilidade de acordo, pelo menos pelos próximos meses, até que o mínimo seja cumprido. Chega. Porque eu faço acordo para cumprir. Homem cumpre palavra”, enfatizou.

Ao final da sessão, Alcolumbre lamentou que alguns políticos se elegeram o atacando por não abrir o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e “ofendendo e agredindo as pessoas”.

“E para minha tristeza e de milhões de pessoas, ganharam as eleições, com base em alguma agenda específica, fosse ela contra o Judiciário, fosse ela contra o Executivo, fosse ela contra o presidente do Senado Federal, porque dava voto na eleição um parlamentar ofender o presidente do Senado por não abrir impeachment de ministro do STF”, reforçou.

Em seu discurso, ele rebateu as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que questionou, sem provas, a segurança das urnas eletrônicas. "O pior de tudo isso é que, no primeiro turno, a urna eletrônica prestou", disse.

"Ela serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição, serviu para eleger 20 e tantos senadores, serviu para comemorar, no primeiro turno, uma eleição vitoriosa do adversário do presidente Lula. [...] Mas quando abriu no segundo turno, não prestou mais a urna. Não achei um para dizer que estava errada desde o primeiro turno", declarou.

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