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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, projetou que o governo brasileiro deve receber entre esta semana e o início da próxima uma proposta dos Estados Unidos para um acordo sobre o tarifaço. A avaliação parte de um compromisso de Washington de enviar o documento, feito em uma reunião do dia 30 de setembro.
"A informação que eu tenho é que eles estão preparando o documento para nos encaminhar. Independentemente da discussão política, nós mantivemos conversas informais nesse período, e eles de fato estão trabalhando nisso", disse o ministro, em conversa com jornalistas nesta terça-feira (3).
O governo de Donald Trump deixou de aplicar o tarifaço anterior, que chegou a 50% sobre determinados produtos brasileiros, mas instituiu novas sobretaxas. Atualmente, cobra uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos do Brasil, sob alegações de práticas comerciais desleais, além de outra de 12,5%, aplicada ao Brasil e a outros 59 países sob a justificativa de combate ao trabalho forçado. As duas medidas podem se acumular.
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Elias Rosa afirmou que não houve nenhuma antecipação dos termos da proposta. O documento deve conter uma série de setores em que o governo americano espera ter redução de tarifas, e o Brasil deve responder com suas condições.
"Quando negociamos um acordo dessa natureza, uma parte apresenta uma proposta e nós fazemos as nossas ofertas. [...] Eles fazem uma proposta dos setores que a eles interessa, e nós vamos responder de acordo com aquilo que convém ao Brasil", pontuou.
O ministro negou que as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos impactem nas negociações. Os democratas reverteram um cenário favorável à governabilidade de Trump e obtiveram maioria na Câmara e no Senado. O resultado foi classificado pelo site americano Axios como um "tsunami azul", expressão que representa uma vitória democrata ainda mais expressiva do que a chamada "onda azul", em referência à cor tradicional do partido.
"O Brasil segue o seu percurso, seu trabalho, temos muito trabalho a fazer, e é o povo americano que define as eleições", completou.




