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25 de setembro

Conselho do MPF marca sessão para analisar mensagens de Vorcaro que citam Gonet

Conselho do MPF marca sessão sobre mensagens de Vorcaro que citam Gonet
Conselho do MPF analisará mensagens de Vorcaro que citam Gonet no dia 25 de setembro. (Foto: Leobark Rodrigues/SECOM/MPF)

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O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) marcou para o dia 25 de setembro uma sessão para analisar as menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, obtidas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Em ofício, ele afirmou que nada justifica a abertura de um procedimento.  Nesta terça-feira (15), o PGR negou ter uma relação de proximidade com Vorcaro.

"Gostaria de deixar isso claro: não existe, nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024. A única ligação, intermediada por advogado, foi brevíssima e banal", disse durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O conselheiro Francisco de Assis Vieira Sanseverino é o relator do caso, que tramita sob sigilo. O pedido foi enviado inicialmente ao vice-presidente do órgão, o procurador Nicolao Dino de Castro e Costa Neto, irmão mais velho do ministro Flávio Dino. O conselho é presidido pelo próprio Gonet.

O nome de Gonet foi citado no relatório da Polícia Federal que revelou a troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro. Segundo o documento, Vorcaro teria bancado uma viagem do filho de Gonet para Londres em meados de 2025. 

Além disso, mensagens sugerem que o PGR teria conversado com o ex-banqueiro por meio da interlocução do advogado Ciro Soares. O material foi divulgado pelo ministro André Mendonça, então relator do caso Master, no último dia 1º.

Na ocasião, Gonet defendeu a nulidade do relatório da PF, apontando que a corporação e o ministro avançaram ilegalmente contra Moraes.

"Na realidade, o relator nem sequer detém competência para dirigir as ações policiais contra alvos que resolva mirar. Quem investiga, na fase pré-processual é polícia judiciária, cabendo ao Ministério Público, como órgão de acusação, com a titularidade única para propor a ação penal, igualmente buscar elementos de convicção", enfatizou no parecer.

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