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Reunião do conselho

Embaixador do Brasil na ONU repudia ação dos EUA na Venezuela: “fins não justificam meios”

Sérgio Danese
Embaixador Sérgio Danese, representante do Brasil na ONU. (Foto: reprodução/Youtube ONU)

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O embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), Sérgio Danese, reiterou nesta segunda-feira (5) o tom adotado pela diplomacia do governo e repudiou a ação americana na Venezuela em reunião emergencial do Conselho de Segurança da entidade. Para Danese, não se pode “aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”.

"As regras que regem a coexistência entre os Estados são obrigatórias e universais. Não admitem exceções baseadas em interesses ou projetos ideológicos, geopolíticos, políticos, econômicos ou de qualquer outra natureza. Não permitem a exploração de recursos naturais ou econômicos para justificar o uso da força ou a mudança ilegal de governo", declarou Danese.

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Danese reforçou que o país não apoia a ação que culminou na prisão de Nicolás Maduro, juntamente com sua mulher, Cilia Flores. O diplomata afirmou que o argumento do fim legítimo “abre a possibilidade de conceder aos mais fortes o direito de definir o que é justo ou injusto, correto ou incorreto”.

No sábado, o presidente Lula já havia adotado um tom severo, classificando a ação americana como “inaceitável”. O Brasil atualmente não é membro do Conselho de Segurança, mas solicitou o direito de se manifestar, conforme permitido pelas regras da ONU.

O embaixador declarou ainda que intervenções armadas contra a soberania, a integridade territorial ou as instituições de um país devem ser condenadas com veemência, e a soberania, defendida. Afirmou também que caberia ao Conselho de Segurança reagir com “clareza” e “respeito ao direito internacional” para evitar que “a lei da força se sobreponha à força da lei”.

Por fim, reforçou que o Brasil defende que o futuro da Venezuela seja decidido pelo próprio povo venezuelano, sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional. A reunião discute a legalidade do ataque realizado pelos EUA e a prisão de Maduro, que permanece detido e deve ser apresentado à Justiça para responder por narcoterrorismo, podendo ser condenado à prisão perpétua e pode ter seu patrimônio confiscado.

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