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Fachin consulta PGR e pode arquivar inquérito contra Bolsonaro por falas na pandemia

Presidente do Supremo assumiu relatoria após retirar Moraes do inquérito das fake news.
Presidente do Supremo assumiu relatoria após retirar Moraes do inquérito das fake news. (Foto: Bruno Moura/STF)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin mandou a Procuradoria-Geral da República (PGR) dizer em cinco dias se mantém o pedido de arquivamento de um inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O caso em questão surgiu com base na CPI da pandemia e trata de falas do ex-presidente sobre questões sanitárias, sobretudo em relação a vacinação e máscaras.

O caso estava sob relatoria de Alexandre de Moraes, mas houve um revés em meio à crise no Supremo. Na decisão em que retirou o inquérito das fake news das mãos do ministro, porém, Fachin capturou também os processos relacionados. Assim, este inquérito passou à Presidência.

No despacho desta quarta-feira (7), Fachin cita, como justificativa, o "lapso temporal de tramitação deste inquérito", protocolado há quase cinco anos. Além disso, citou o fato de que as investigações encerraram em dezembro de 2022.

Fachin cita pedido de cooperação internacional da PF

Outro fato citado por Fachin é um pedido de cooperação internacional elaborado pela Polícia Federal (PF). A corporação pediu informações ao Reino Unido e aos Estados Unidos. À época, o National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID) estava sob a chefia médico Anthony Fauci, uma das principais autoridades sanitárias americanas.

Depois que a pandemia passou, Fauci voltou ao centro do debate político nos Estados Unidos neste ano após a divulgação, pelo senador republicano Rand Paul, de mais de mil páginas de anotações privadas feitas pelo médico durante a emergência sanitária. Os registros expuseram discussões internas sobre temas como a origem da Covid-19. Paul os usou para questionar declarações públicas de Fauci. O médico posteriormente invocou a Quinta Emenda ao ser interrogado pelo Senado sobre o assunto. A PF buscava confirmar uma alegação atribuída a um estudo de 2008 de Fauci sobre as mortes durante a gripe espanhola.

Fachin retirou Moraes do inquérito das fake news após o ministro expor relatórios de inteligência que questionavam a atuação do ministro André Mendonça nos casos Master e INSS, sobretudo diante de alvos de diferentes lados do espectro político. O despacho foi uma reação à decisão de Mendonça de levantar o sigilo de um relatório sobre as relações entre Moraes e Daniel Vorcaro.

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