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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou nesta quinta-feira (5) que sofreu uma invasão que resultou no acesso indevido a dados pessoais de investidores. A suspeita surgiu em 26 de outubro de 2026 e foi comunicada à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A entidade afirmou que restringiu o acesso aos ambientes acessados, bloqueou contas, revisou permissões e preservou as evidências para investigação.
O incidente de segurança expôs nome, CPF, e-mail e data de nascimento dos usuários. Também vazaram dados sobre o pagamento de garantias, tributos retidos no resgate e sobre o investimento garantido.
O FGC alega que não há, até o momento, nenhuma evidência de uso indevido dos dados ou de perdas financeiras. O fundo não divulgou quantos usuários foram afetados, mas disse que todos foram notificados.
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FGC ganhou manchetes após caso Master
O Fundo Garantidor de Créditos ganhou destaque após a deflagração do caso Master. Com a liquidação do banco de Daniel Vorcaro pelo Banco Central (BC), em novembro de 2025, a entidade passou a responder pelo pagamento das garantias aos credores, respeitado o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ no conglomerado financeiro.
O FGC estimou em R$ 40,6 bilhões o valor necessário para cobrir as garantias dos credores do Banco Master, do Master de Investimento e do Letsbank. Os pagamentos começaram em janeiro de 2026.
Na quinta fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal (PF) identificou indícios de que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) apresentou uma emenda elaborada pela assessoria do Banco Master em troca de vantagens indevidas. Segundo a investigação, o parlamentar teria recebido pagamentos mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil, além de ter sido beneficiado pela aquisição de uma participação societária avaliada em R$ 13 milhões por apenas R$ 1 milhão. A chamada "emenda Master" pretendia aumentar o limite de cobertura do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante, mas não foi aprovada. Ciro nega ter recebido valores ilícitos e cometido irregularidades.
Em outra frente, tramita na Câmara dos Deputados uma proposta para restringir o uso da garantia do FGC como principal atrativo em campanhas publicitárias de produtos financeiros. Apresentado pelo deputado Eduardo Velloso (União-AC), o projeto de lei pretende impedir que essa proteção seja associada à promessa de rentabilidade ou à ausência de riscos. A proposta recebeu parecer favorável da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), com substitutivo, mas ainda aguarda deliberação na Comissão de Defesa do Consumidor.




