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"Não é ofensivo?"

Gilmar compara críticas ao STF a retratar Zema como “homossexual”

Gilmar compara críticas ao STF a retratar Zema como "homossexual"
Gilmar Mendes crítica vídeo com sátira sobre STF e cita casos em que, segundo ele, Romeu Zema acharia ofensivo ser retratado. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes comparou nesta quinta-feira (23) as críticas feitas pelo pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) contra integrantes da Corte a “fazer piadas com coisas sérias” e questionou se retratar o político como “homossexual” não seria ofensivo.

"Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? Só essa questão. É isso que precisa ser avaliado", afirmou Gilmar, em entrevista ao portal Metrópoles.

No último dia 19, o magistrado pediu ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Zema no inquérito das fake news. O motivo da ação foi um vídeo divulgado pelo ex-governador em que Gilmar e o ministro Dias Toffoli são retratados como bonecos em uma conversa sobre a CPI do Crime Organizado.

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Zema criticou a comparação e destacou que a fala do ministro equipara a sátira direcionada ao STF a ataques pessoais.

“Inacreditável. Gilmar Mendes equipara a nossa sátira dos intocáveis com uma possível sátira do STF me representando como homossexual e ladrão. Nem tenho mais palavras pra definir o que está acontecendo”, disse.

“Esse sujeito extrapola cada vez mais os limites. Se comporta como um intocável. Acima de tudo e todos. Que vergonha”, acrescentou Zema.

Em um vídeo, Zema disse não se importar com as sátiras de Gilmar, mas apontou que o ministro demonstrou preconceito em sua declaração.

“Serio que você a acha a mesma coisa chamar alguém de homossexual ou de ladrão? Aí você mostrou todo o seu mais puro preconceito ao Brasil. E que história é essa de que sátira tem limites? Parece que você está até com saudade da ditadura”, afirmou.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou se a fala do magistrado não seria homofobia. “Acho que só ofende quando tem fundo de verdade… pode fazer o que quiser, minha consciência tá tranquila”, respondeu o ex-governador.

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