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AGU busca entender repasse de US$ 1 mi

Governo pede investigação de financiamento do governo Trump a opositores do STF

A administração de Donald J. Trump teria destinado verba a grupos de oposição ao STF. (Foto: EFE/EPA/AARON SCHWARTZ / POOL EFE)

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A Advocacia-Geral da União (AGU), órgão do governo federal, informou ter acionado a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar um financiamento do governo de Donald Trump a opositores do Supremo do Brasil. A verba foi confirmada, mas ainda não há detalhes sobre a que grupo estaria destinada.

A medida foi tomada após o jornal inglês The Guardian noticiar que o governo dos EUA teria destinado US$ 1 milhão (mais de R$ 5 milhões) a projetos de apoio a movimentos de oposição às decisões do STF.

A AGU considerou a informação “grave”, diante de uma possível ingerência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.

"Caso comprovado, o recebimento de capital estrangeiro para a promoção de ataques ordenados e sistemáticos à soberania nacional e ao funcionamento das instituições do Sistema de Justiça brasileiro (...) poderá revelar uma estrutura de ingerência externa em assuntos internos do Estado brasileiro”, declarou a AGU à Agência Brasil.

O órgão também ressaltou que a legislação brasileira assegura a liberdade de expressão e o legítimo direito à crítica, mas proíbe a interferência estrangeira no país.

Mais financiamentos

A reportagem do periódico britânico informou que o Departamento de Estado americano comprometeu US$ 176,9 milhões para apoiar causas conservadoras pelo mundo, incluindo entidades da sociedade civil brasileira que contestam a atuação do STF.

Um subsídio de US$ 1 milhão, intitulado “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”, será destinado ao financiamento de grupos da sociedade civil brasileira que se opõem ao que o governo Trump classificou como “excesso de alcance judicial e censura por parte do Supremo Tribunal Federal do Brasil”.

A Gazeta do Povo solicitou ao governo norte-americano mais informações sobre as verbas destinadas ao Brasil e quais grupos seriam contemplados, mas não obteve resposta. A reportagem será atualizada caso haja retorno.

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