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Em sessão pública

Mendonça levará pedido de investigação contra Moraes ao plenário mesmo se PGR for contra

Mendonça levará relatório contra Moraes ao plenário mesmo sem aval da PGR
Mendonça defende que a análise no plenário do STF ocorra de forma "pública e transparente" em sessão presencial. (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou nesta terça-feira (1º) que enviará ao plenário da Corte o pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, mesmo que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste contra a análise. 

A determinação consta no despacho que levantou o sigilo do relatório da Polícia Federal sobre as mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mendonça pediu a manifestação da PGR, mas frisou que a deliberação dos ministros ocorrerá de qualquer forma.

“Pois bem. Diante do teor das informações apresentadas pela autoridade policial, independentemente de qual venha a ser a manifestação exarada pela douta Procuradoria-Geral da República, o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal, instância soberana para analisar, de modo técnico e estritamente jurídico, os novos elementos trazidos pela autoridade policial”, afirmou. 

Além disso, o relator destacou que a análise no plenário do STF “deverá ocorrer de forma pública e transparente, em sessão presencial do Colegiado”. Cabe ao presidente da Corte, Edson Fachin, marcar a data. 

“Como não poderia deixar de ser, por imperativo constitucional e decorrência insofismável do modelo democrático e republicano expressamente adotado pela Lei Fundamental de 1988, a aludida deliberação, pelo plenário da Corte, deverá ocorrer de forma pública e transparente, em sessão presencial do Colegiado, a partir de data a ser definida pelo eminente Presidente deste Supremo Tribunal Federal, de acordo com o pleno exercício das suas atribuições regimentais”, disse Mendonça. 

Ao levantar o sigilo do caso, o ministro sustentou que, em um Estado de Direito democrático e republicano, as decisões judiciais devem ser fundamentadas e públicas, não se justificando o segredo de Justiça caso ele prejudique o direito constitucional de acesso à informação por parte dos cidadãos.

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